22 de julho de 2014

Em guerra contra a leucemia, Capitão do Exército necessita de transplante de medula. O doador pode ser você!

Esta postagem vai permanecer aqui por uma semana. Colabore nesta campanha!

Mobilização para ajudar militar de MS ganha país

A fé move montanhas e a amizade também. Em Campo Grande, amigos do militar do Exército Michel Maruyama se mobilizam em uma campanha para o cadastro de medula óssea. Com 31 anos, o militar luta contra uma leucemia e um transplante de medula pode curar a doença. A mobilização virtual ganhou proporção nacional e até internacional. Militares e amigos estarão em hemocentros para se cadastrarem como doadores amanhã (19) em vários pontos do Brasil. A campanha chegou até famosos e atletas, como o o zagueiro da Seleção Brasileira, David Luiz que apoia a campanha. Ele chegou a divulgar um vídeo para incentivar a doação.
A assessora jurídica Fabíola Shimabukuro, amiga de Michel, mora em Campo Grande. Ela conta ao Diário Digital que o conheceu nos tempos de escola e é uma grande amiga da família do jovem. "Nos conhecemos na escola, sou muito amiga da irmã dele, por isso também estou incentivando e pedindo para que meus amigos façam o cadastro para doação", fala. Ela também conta com ajuda de colegas de trabalho, que se sensibilizaram com a luta do militar.
Clique aqui, para acessar a lista de Hemocentros no Brasil inteiro.
Página do Facebook do Capitão Michel.
"Estamos compartilhando a campanha no Facebook, no celular e divulgando para conseguir doadores para ajudar ele. Estamos muito confiantes de que a vitória vai chegar", fala Fabíola.
No próximo sábado (19),a família de Michel, que hoje reside em Brasília, realiza uma campanha nos hemocentros de Brasília para aumentar o número de doadores. Também em Campo Grande, amigos e familiares realizam a campanha no banco de sangue da Santa Casa. A campanha de Michel também gerou várias ações no Exército, no Rio de Janeiro, Manaus, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Pará, além de manifestações de apoio de militares realizando cursos do exterior no Fort Sill, em Oklahoma e no Fort Leonard Wood, no Estado do Missouri, nos Estados Unidos.
A irmã de Michel, Cristiane Maruyama, por telefone ao Diário Digital conta que passado o impacto forte da notícia sobre o diagnóstico de leucemia, as angústias dão espaço para um sentimento maior de luta pela vida e solidariedade. "O Michel está reagindo bem ao tratamento e temos focado nossas forças em mobilizar as pessoas para o cadastramento como doadores de medula. Essa campanha toda, o suporte que estamos recebendo de amigos e familiares, renovam as nossas energias diariamente. É a luta pela cura, pela vida do Michel, potencializada pela possibilidade de também ajudarmos outras pessoas que estão passando por um problema com o dele. Estamos confiantes em Deus", diz.
Criada no dia 6 de junho deste ano, a página da campanha para ajudar Michel no Facebook, já tem 1.280 mil curtidas, com alcance das publicações de mais de 75 mil pessoas. A foto principal da campanha já tem 391 curtidas e 864 compartilhamentos.
A divulgação foi tanta, que a campanha chegou ao conhecimento de famosos. O jogador da seleção brasileira, Davi Luiz chegou a gravar um vídeo, onde ele manda forças a Michel e pede que as pessoas doem. "O Michel infelizmente está com leucemia, ele precisa dessas doações como inúmeras pessoas que também precisam no nosso país. É uma doação simples de medula óssea, mas muitas vezes as pessoas não entendem e não sabem como ajudar", fala o jogador no vídeo.
O Comando da 5ª Região Militar - 5ª Divisão de Exército sediado no Comando Militar do Sul (CMS) estará realizando a divulgação da campanha de incentivo a doação de medula óssea no âmbito das Organizações Militares dos Estados do Paraná e Santa Catarina e o Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx), sediado em Brasília, está preparando uma campanha institucional para ser divulgada em todas as Organizações Militares do país.
Michel ingressou no exército com 16 anos, cursou a Academia Militar das Agulhas Negras - AMAN, foi atleta de Pentatlo Moderno do Exército, Paraquedista e serviu na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti em 2008.
No dia 21 de março deste ano, após um quadro de fadiga e anemia grave foi diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Ele iniciou o tratamento quimioterápico no Hospital Militar de Curitiba (HGeC), onde já realizou três ciclos de quimioterapia.
Após alguns exames específicos teve indicação médica para a realização do Transplante de Medula Óssea (TMO) como forma de consolidação da cura. O estado de saúde atual do Michel é estável e, quanto antes o transplante puder ser feito, maiores e melhores serão as chances de sucesso do tratamento.
DIÁRIO DIGITAL/montedo.com

Rotina: Forças Armadas são a instituição mais confiável, segundo o Datafolha

Instituições mais confiáveis
1º Forças Armadas
2° Polícia Federal
3º Ordem dos Advogados do Brasil
4º Igreja Católica
5º Poder Judiciário
6º Imprensa e Ministério Público
7º Sindicatos dos trabalhadores
8º Bancos e financeiras
9º Empresas estatais
10º Presidência da República
11º Igreja Universal do Reino de Deus
12º Congresso Nacional
13º Partidos políticos
Forças Armadas e PF são instituições mais confiáveis, diz Datafolha

Pesquisa foi encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Partidos políticos e Congresso Nacional ficaram em último lugar.

Do G1, em Brasília

Pesquisa Datafolha encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e divulgada nesta segunda-feira (21) aponta que as Forças Armadas são a instituição com maior nível de confiança dos brasileiros.

Os partidos políticos são os menos confiáveis, de acordo com levantamento.

O estudo ouviu 2.126 pessoas, em 134 municípios de todas as regiões do país, entre os dias 6 e 10 de junho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A OAB encomenda a pesquisa anualmente há mais de dez anos.

Após as Forças Armadas, a Polícia Federal e a OAB foram as instituições com melhor avaliação por parte dos entrevistados.

Dentre as insatisfações do brasileiro, a saúde figura em primeiro lugar, para 38% dos entrevistados. O número é maior que em comparação a 2003, quando somente 6% dos entrevistados se declaravam insatisfeitos com o setor.

A questão da violência pública vem em seguida para 15% dos entrevistados. A corrupção aparece como a terceira maior causa de incômodo, para 14% das pessoas ouvidas pelo Datafolha.
Na educação, o descontentamento pulou de 4% em 2003 para 10% na pesquisa atual.
G1/montedo.com

A perseguição aos imigrantes alemães durante a Segunda Guerra Mundial

Matéria do Tele Domingo, da RBS TV, sobre as perseguições sofridas pelos imigrantes e descendentes de alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Tortura, vandalismo e até uma igreja foi incendiada. Vale a pena conferir.

TRF determina que Exército reintegre militar grávida no RS

Uma militar temporária que estava grávida quando foi licenciada será reintegrada ao Exército após sentença, na última semana, da 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), por unanimidade. A medida também ordena a reinclusão da mulher ao Plano de Saúde do Exército (FUSEx).
A militar ingressou com a ação na Justiça Federal de Porto Alegre, alegando que estava grávida quando foi dispensada pelo Exército, em fevereiro de 2013. Em maio do mesmo ano, ela obteve uma liminar, ordenando sua reintegração ao serviço militar, no posto que ocupava quando na ativa.
Em setembro de 2013, a sentença confirmou a reintegração da gestante e condenou a União a pagar à autora o valor correspondente ao salário e demais vantagens eventualmente devidas, desde a data do licenciamento indevido até sua efetiva reintegração, além de reincluir a militar como beneficiária do FUSEx.
A União recorreu ao TRF4, argumentando que a Constituição Federal somente impede a dispensa quando for arbitrária, o que não seria o caso, porque ela teria concluído o tempo de serviço de militar temporária do Exército.
No entanto, o juiz federal Sérgio Tejada Garcia, convocado para atuar no tribunal, entendeu que deve ser mantida a decisão de primeiro grau. Para o relator da apelação, a militar gestante, mesmo em se tratando de militar temporária, “tem o mesmo direito assegurado à trabalhadora civil, respeitando-se a garantia da vedação à despedida a partir do momento em que comprovada a gravidez até cinco meses após o parto.”
Apesar de inexistir na legislação militar qualquer dispositivo que confira estabilidade à gestante, “o texto constitucional não faz qualquer distinção entre trabalhador civil e militar”, ressaltou. Além disso, conclui Garcia, a Constituição assegura às militares a garantia da licença à gestante.
TERRA/montedo.com

Tiro acidental: colega foi o autor do disparo que matou soldado do Exército em MG.

Exército diz que tiro que matou soldado foi disparado por colega
Jovem de 19 anos foi morto dentro do Quartel General da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), no Bairro Mariano Procópio
Baleado Exército Juiz de Fora (Foto: Reprodução/TV Integração)
Acidente foi no QG da 4ª Brigada de Infantaria Leve, em Juiz de
Foto: Reprodução/TV Integração
Nathália Carvalho
Juiz de Fora (MG) - O recruta de 19 anos, que morreu dentro do Quartel General da 4ª Brigada de Infantaria Leve (Montanha), no Bairro Mariano Procópio, Zona Nordeste, na última sexta-feira, foi atingido, segundo o Exército, por um tiro acidental disparado por um colega, que também possui a mesma idade. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira (21) pelo setor de comunicação da unidade. Até então, o Exército não havia repassado quaisquer informação sobre como a morte teria, de fato, ocorrido. O caso aconteceu durante a troca de turno, por volta das 7h. Conforme é explicado por meio de nota oficial, foi lavrado o auto de prisão em flagrante delito do soldado que atingiu o jovem. Após a conclusão do documento, ocorrido na tarde do último sábado, o mesmo foi entregue à Auditoria da 4ª Circunscrição de Justiça Militar.
De acordo com o Quartel, o jovem que atirou encontra-se preso e à disposição da Justiça Militar na unidade carcerária do 10º Batalhão de Infantaria de Juiz de Fora. Ainda de acordo com a comunicação da unidade, as famílias dos dois rapazes envolvidos estão recebendo apoio médico e psicológico da instituição. O Exército mantém a postura de não divulgar o nome da vítima, a pedido da família. Na tarde desta segunda, a Tribuna entrou em contato com o Cartório da Justiça Militar, responsável pela investigação do crime, para obter outros detalhes da tramitação, mas não obteve retorno. O prazo previsto para conclusão das apurações é de 40 dias.
Segundo o chefe da seção de comunicação da unidade, tenente-coronel Toni Fredman, o Exército entende que o tiro foi disparado de forma acidental, mas salienta que ficará a cargo da Justiça analisar o que realmente aconteceu. "A palavra final se foi um homicídio culposo (sem a intenção de matar) ou doloso (com a intenção de matar) é da Justiça, que irá realizar a investigação." O tenente-coronel também informou que o soldado que atirou ainda estava em serviço, enquanto o que morreu estava entrando no turno.
Leia também:
Soldado do Exército morre atingido por tiro de fuzil em MG
O crime
O recruta foi morto depois de ser atingido no tórax por um tiro de fuzil automático leve no Quartel. No mesmo dia, um Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para apurar o caso, ocorrido no corpo da guarda, onde ficam os militares responsáveis por controlar a entrada e saída do lugar. O jovem havia ingressado no início deste ano no serviço militar obrigatório. O corpo foi velado e enterrado no sábado no Cemitério Municipal. Em um ano e meio, esse foi o segundo caso na cidade de morte de militar ocorrida dentro de unidade do Exército por disparo de arma de fogo. Em janeiro de 2013, outro soldado, também de 19 anos, foi morto com um tiro de fuzil na cabeça nas dependências do 4º Depósito de Suprimentos (4º D Sup), no Barbosa Lage. (R. A.)
TRIBUNA DE MINAS/montedo.com

21 de julho de 2014

Comissão vai pedir condução "à força" de militares que se recusaram a depor

AGUIRRE TALENTO
Brasília, DF - (FolhaPress) - A Comissão Nacional da Verdade vai pedir que a Polícia Federal conduza coercitivamente os militares que se recusarem a prestar depoimento - na prática, seriam levados à força. Nesta segunda-feira (21), integrantes da comissão se reuniram com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo e com o diretor da PF, Leandro Daiello, para informá-los previamente desta intenção. Cardozo deu aval para que os pedidos sejam cumpridos, segundo os integrantes da comissão. 
A Comissão da Verdade está fazendo um mutirão de depoimentos nesta semana, em Brasília, e na próxima no Rio de Janeiro, para o qual foram convocados 41 militares. Ao fim do mutirão, será feito um balanço e poderá ser solicitada a condução coercitiva à Polícia Federal. 
"Viemos de maneira preventiva dialogar com o ministro da Justiça e com o diretor da PF sobre esse procedimento e ficamos muito satisfeitos com a reunião e com o diálogo mantido pelo ministro, que manifestou claramente o entendimento de que esta medida é perfeitamente adequada ao espírito da lei que instituiu a CNV", afirmou o advogado Pedro Dallari, atual coordenador da comissão. Segundo ele, já há um militar que deve ser alvo da condução da PF: o coronel Wilson Machado, à época capitão, acusado de participar do atentado do Riocentro em 1981 - plano de detonar bombas durante um show no Rio, para protestar contra a abertura política da ditadura, mas que fracassou porque um dos artefatos explodiu no colo de um militar do lado de fora do show. "O capitão já foi convocado uma vez e não compareceu. Já há condições de ser conduzido coercitivamente, provavelmente vai entrar nesta relação", disse Dallari. 
Outro que pode ser alvo é o general reformado José Antônio Nogueira Belham, acusado de envolvimento na morte do ex-deputado federal Rubens Paiva. Belham já prestou depoimento à comissão, mas foi convidado para depor à Câmara dos Deputados depois que documentos novos obtidos pela comissão apontavam indícios de sua ligação com o caso, mas não compareceu, justificando que não tinha mais nada a declarar. Uma nova convocação foi feita para que Belham preste depoimento na próxima semana, durante o mutirão no Rio. Caso ele não compareça, poderá entrar na lista da condução coercitiva. 
Nesta segunda, foram ouvidos em Brasília quatro militares, envolvidos com a repressão à guerrilha do Araguaia (1972-1975) e com a ditadura militar no Chile. Um quinto militar convocado apresentou atestado justificando a ausência por motivos de saúde. Um deles confirmou à Comissão da Verdade que a base militar da Casa Azul de Marabá (PA) era usada para interrogatório dos guerrilheiros - informação que corrobora relatos de que o local era usado para tortura, segundo Dallari.
TN OnLine/montedo.com

Graf Spee, o navio fantasma da marinha de Hitler

O Graf Spee navegou por dois oceanos antes de encontrar seu fim no Rio da Prata
Foto: Wikimedia Commons
Texto José Francisco Botelho, de Porto Alegre 
Reportagem Ricardo Lacerda e José Francisco Botelho
A 7 km da costa do Uruguai, no Rio da Prata, jaz o esqueleto do encouraçado Graf Spee - um dos orgulhos da marinha de Hitler, afundado não por torpedos inimigos, mas por ordem de seu capitão. Antes de encontrar seu destino nas profundezas, a embarcação protagonizou a última batalha naval à moda antiga da história: um duelo entre navios, baseado na habilidade e astúcia de seus comandantes, sem o uso de força aérea, submarinos ou radares. Isso aconteceu nos últimos meses de 1939. A Batalha do Rio da Prata foi o único combate da Segunda Guerra na América do Sul. A odisseia do Graf Spee encerrou uma era na história das guerras marítimas - meses mais tarde, novas tecnologias revolucionariam as batalhas navais, pondo fim aos duelos entre marujos.
O protagonista dessa história era um sujeito que parece saído das páginas de um romance de aventuras: o capitão Hans Langsdorff. Ele conduziu o Graf Spee em uma jornada secreta por dois oceanos. Descrito até por seus inimigos como um cavalheiro, era bem diferente da ideia que se tem de um oficial nazista: em vez de trucidar prisioneiros, preferia lhes oferecer charutos, bebidas e banhos de sol. Antes de afundar um navio, Langsdorff preferia apertar a mão do capitão adversário - e pedir desculpas, com a mais extrema e meticulosa cortesia. Seu navio foi ao mar dias antes do início da Segunda Guerra. Em 20 de agosto, o Graf Spee partiu de Wilhelmshaven, na Alemanha, com 1,2 mil homens, encarregado de uma missão secreta. O objetivo era estrangular as linhas de comércio da Inglaterra no Atlântico Sul. Para isso, devia afundar navios mercantes nos mares do Brasil, Uruguai e Argentina -evitando entrar em conflito com armadas inimigas. Ou seja: devia agir como um navio fantasma, aparecendo do nada e sumindo com idêntica rapidez - para ressurgir a várias milhas de distância.
O Graf Spee foi considerado o navio ideal para a tarefa. Segundo a propaganda alemã, era "mais forte que o mais veloz, mais veloz que o mais forte". O Bismarck, maior navio da armada de Hitler, tinha 250 m de comprimento. Com 185 m, o Graf Spee era o mais avançado e bem-equipado dos "encouraçados de bolso" (o apelido era referência a seu tamanho e agilidade). "Um navio assim podia alcançar uma velocidade de 28 nós (55 km/h), enquanto outros encouraçados não passavam dos 23 nós", escreveu o historiador uruguaio Federico Leicht em Graf Spee: de Wilhelmshaven al Río de la Plata (sem tradução). "Os encouraçados de bolso foram os primeiros a usar diesel como combustível e navegavam mais de 8 mil milhas marítimas sem abastecer - três vezes mais do que um encouraçado comum."
O maior trunfo, porém, eram as táticas de pirataria de seu capitão. Carregado com latas de tinta, para pintar e repintar o casco, o navio trocava de cor ou de nome - em alto-mar. As torres com canhões eram cobertas por lonas - e Langsdorff mandou instalar, nos mastros, sinalizadores utilizados por navios mercantes. Isso permitia que o Graf Spee se aproximasse dos inimigos quase incógnito - mostrando as garras quando a armadilha já estava fechada.
Nas sombras, o navio fantasma alemão navegou do mar do Norte ao sul do Atlântico - até fazer sua primeira vítima um mês após o início da viagem, a pouco mais de 50 milhas do litoral de Pernambuco. Em 31 de setembro, o navio brasileiro Itatinga encontrou botes lotados de marinheiros ingleses - tripulantes do Clement, que viajava entre Nova York e Rio de Janeiro e fora afundado na véspera pelos alemães. Sem desfraldar a bandeira nazista, pintado de verde-escuro, ele se passara por navio mercante até o último segundo. Durante os três meses seguintes, sob camuflagens variadas, voltaria a aparecer e sumir diversas vezes no sul do Atlântico: afundou mais oito barcos mercantes sem matar um único inimigo.
Ao serem resgatados, os ingleses relataram o método cavalheiresco utilizado por Langsdorff. Com seus canhões apontados para o Clement, o capitão enviou um bote para trazer o comandante inglês a bordo do Graf Spee. O britânico foi recebido com um caloroso aperto de mãos. "Peço que me desculpe", disse-lhe Langsdorff, em inglês impecável. "Sinto muito, realmente, mas vou ter de afundar o seu navio".
Ilustração: Marcos Rufino
Nascido em 1894, em Düsseldorf, Langsdorff havia servido como tenente na armada imperial do kaiser Guilherme II. Na Primeira Guerra, foi condecorado com a Cruz de Ferro. "De todas as forças armadas alemãs, a marinha era a mais tradicional e possuía, em enormes quantidades, oficiais que não eram ligados ao nazismo. Langsdorff não era filiado ao partido", diz o historiador militar Carlos Roberto Daróz, da Universidade do Sul de Santa Catarina. A bordo do Graf Spee, os prisioneiros ficavam soltos - desde que jurassem não tentar escapar nem sabotar os equipamentos. E costumavam ser desembarcados em segurança em algum porto neutro.
Entre setembro e dezembro de 1939, o Alto Comando britânico empreendeu uma caça desesperada à embarcação alemã. Três encouraçados e 14 cruzadores foram enviados ao sul do Atlântico, em grupos separados, em busca do Graf Spee. Por três meses, o Graf Spee despistou os perseguidores, mas no dia 13 de dezembro, a 500 km da cidade uruguaia de Punta del Este, na boca do Rio da Prata, foi encurralado. Por volta das 6 horas, três cruzadores o cercaram. O navio foi alvejado 19 vezes e Langsdorff sofreu uma concussão craniana, ao ser atingido por estilhaços. Apesar dos danos, o capitão conseguiu conduzi-lo para dentro do Rio da Prata - e rumou para Montevidéu.
O Uruguai era uma nação neutra, mas seu governo não simpatizava com o Terceiro Reich. Quando o navio ancorou, milhares de pessoas acorreram às avenidas à beira-rio para avistá-lo - o Graf Spee ainda tinha munição suficiente para bombardear Montevidéu. Apesar do receio, o governo do Uruguai anunciou que concederia apenas 72 horas para que os alemães consertassem os danos no casco e enterrassem os 37 mortos na batalha contra os ingleses. Depois disso, o barco teria de zarpar. Circulavam boatos de que a Inglaterra enviara uma grande frota para vigiar a foz do Prata. Para Langsdorff, o estuário havia se transformado em um beco sem saída.
Langsdorff, além de ferido, estava exausto. Havia indícios de que começava a se desiludir com Hitler: no funeral dos marinheiros, foi a única autoridade que não fez a saudação nazista. No dia 18 de dezembro, o navio zarpou pela última vez. A 7 km da costa, o capitão ordenou que a tripulação abandonasse a embarcação. Depois, instalou cargas explosivas. Faltavam 10 minutos para as 21 horas quando uma labareda gigantesca lançou uma coluna de fumaça negra para o céu. Mais três explosões se seguiram. Em Montevidéu, jornalistas começaram a tagarelar afoitos para suas respectivas estações de rádio, enquanto o Graf Spee, destroçado por seu próprio capitão, desaparecia sob as águas do Prata.
Após esse desfecho digno de uma ópera de Wagner, a tripulação alemã buscou refúgio em Buenos Aires - alguns voltaram à Europa para continuar a guerra. Dois dias após afundar o Graf Spee, Langsdorff vestiu o uniforme e deitou em sua cama, no City Hotel, em Buenos Aires. Enrolou-se em uma bandeira - não a suástica nazista, mas a cruz negra, insígnia da antiga Frota de Alto-Mar da Alemanha Imperial. Então, deu um tiro na cabeça com sua pistola Mauser 7.65.

Saiba mais
Livro: The Battle of the River Plate: the Hunt for the German Pocket Battleship Graf Spee, Dudley Pope, McBooks Press, 2005
AVENTURAS NA HISTÓRIA/montedo.com

Jogador do Chelsea poderá ter de voltar ao Egito para servir ao exército

Jovem egípcio do Chelsea pode ser chamado para o exército e fica ‘chocado’.
Mohamed Salah (e) ao lado do ex-companheiro de Chelsea, David Luiz
Contratado pelo Chelsea junto ao Basel, da Suíça, por cerca de R$ 39 milhões no ano passado, o egípcio Mohamed Salah pode ter que deixar o clube por um período indeterminado. Isso porque, para obter visto para trabalhar no estrangeiro, afiliou-se a órgãos do governo egípcio. Só que o acordo, agora, foi cancelado pelo Alto Ministro da Educação do Egito, o que o forçaria a retornar ao seu país natal e se apresentar ao serviço militar obrigatório.
A reportagem do site esportivo egípcio King Fut, divulgada nessa sexta-feira (18), explica que a decisão do órgão governamental pode atrapalhar a carreira de Salah no Chelsea, e até Ahmed Hassan, ex-jogador de renome por lá e atual diretor da seleção nacional do Egito, mostrou-se preocupado com a situação de seu principal nome.
“O Salah mostrou ter ficado chocado com a decisão. Ele me contou que está tentando representar o Egito da melhor maneira possível. Esta é a melhor resposta que o país pode dar?”, indagou Hassan, em contato com o King Fut.
Agora, é possível que haja uma reunião entre membros da federação de futebol do país africano, junto com pessoal da comissão técnica da seleção, a fim de conversar com o ministro em questão para solucionar o dilema.
BOAInformação/montedo.com

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