23 de novembro de 2014

Operação Lava Jato: PF encontra planilha com projetos na área de Defesa na casa de Allberto Youssef.

Imagem ilustrativa
Na matéria "O esquema chegou nas elétricas", a edição desta semana da revista Isto É revela que a Polícia Federal do Paraná realizou uma operação de busca na casa do doleiro Alberto Youssef - principal operador financeiro do 'Petrolão' - em Curitiba. A PF apreendeu uma planilha com 750 projetos. Diz a matéria:
"Do total, apenas 19 correspondem a contratos com a Petrobras. O restante refere-se à atuação do doleiro no setor elétrico, em infraestrutura e até na área de Defesa."
Com enfoque no setor elétrico, a matéria não informa que projetos da Defesa estariam sob a batuta de Youssef. Entretanto, diante dos escândalos em cascata revelados a partir da Operação Lava Jato e face aos vultosos contratos entre os governos petistas e a indústria bélica, talvez nem o mais otimista e crédulo dos homens possa supor que o setor tenha se mantido imune ao tentáculos do esquema de corrupção sistêmica, que já revelou uma capilaridade nunca vista 'na istória destipaiz'.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Seis veículos militares que estão à venda para civis (e um que não está)

Da BBC Autos
Em julho de 1945, a montadora Willys lançou no mercado uma versão comercial do jipe usado pelo Exército americano.
O sucesso dos modelos CJ-2A foi tão grande que o mercado passou a ser inundado por veículos como a Serie 1 da Land Rover (1948), o Type 181 "Thing" da Volkswagen (1968) e o Hummer H1 da GM (1992).
Associados a conquistas militares americanas, os carros ganharam impulso nos últimos anos ao serem comprados por celebridades milionárias, sobretudo do mundo do hip hop.
Abaixo, a BBC Autos selecionou alguns veículos de inspiração militar que estão à venda no mercado hoje (nenhum deles vem acompanhado de artilharia).

1. RENAULT SHERPA (FRANÇA)
O verde oliva do Exército foi transformado em cores vibrantes no Sherpa, da Renault. O veículo usado por soldados franceses e da Otan tem, em sua versão civil, mais a cara de um carro do Rali Dakar.
Ele está à venda no Oriente Médio, na África e na Rússia. O motor de 4,76 litros e quatro cilindradas é ensurdecedor. São seis marchas e tração nas quatro rodas - tudo por US$ 272 mil (cerca de R$ 700 mil).

2. GAZ TIGR (RÚSSIA)
Os russos garantem que a semelhança do Tigr com o americano Humvee não passa de uma coincidência.
O motor é de 5,9 litros, e o carro também com seis marchas e tração nas quatro rodas. Por dentro, o visual não é nada militar: bancos de couro, ar condicionado e um sistema de som potente.
Por US$ 110 mil (cerca de R$ 280 mil), o carro é quase uma "barganha" nesse mercado.

3. MERCEDES-BENZ G63 AMG 6x6 (ÁUSTRIA)
O Mercedes-Benz Geländewagen, também conhecido como G Class, existe há mais de três décadas no mercado.
Com seis rodas, o carro suporta quase qualquer tipo de terreno. Ele pode até andar em águas com até um metro de profundidade.
Mas poucos têm o privilégio de possuir um, já que as especificações técnicas desse veículo são ilegais em vários mercados (incluindo toda a América do Norte e todos os países com mão inglesa).
Possuir um desses Mercedes sai por US$ 523 mil (cerca de R$ 1,3 milhão).

4. PARAMOUNT MARAUDER (ÁFRICA DO SUL)
Dez toneladas de potência africana, o Marauder possui uma cabine protegida com dupla camada de metal, e resiste a praticamente qualquer tipo de disparo de arma leve. E também a uma ou outra mina terrestre, ao preço de US$ 485 mil (cerca de R$ 1,2 milhão).

5. POLARIS MV850 TERRAINARMOR EDITION (EUA)
Feito para evitar "balística inimiga, terreno difícil e outros obstáculos impedidores de missões", o MV850, da americana Polaris Industries, é o primeiro veículo militar no mercado que usa pneus sem ar.
Os pneus TerrainArmor, da empresa Resilient Technologies, resiste a tiros de armas com calibre .50.
Os testes bem-sucedidos deste pneu em campos de batalha provavelmente levarão o Exército americano a investir no seu uso em outros veículos maiores, inclusive no próximo Hummer. O pequeno veículo, que mais parece um buggy, sai por US$ 15 mil (cerca de R$ 38 mil).

6. SUPACAT LRV 400 (REINO UNIDO)
O Qt Wildcat - antigamente conhecido como Bowler Wildcat - é um jipe ideal para terrenos difíceis. O carro tem velocidade de rali (chegando a 170 quilômetros por hora) e é usado por várias unidades militares que fazem patrulha em fronteiras.
As pesadas placas de metal contra artilharia são opcionais, e tiram um pouco do desempenho do carro, que custa US$ 250 mil (R$ 640 mil).

7. GO-PED KNIGHTRIDER (EUA/ ISRAEL)
Esse é o único modelo da lista da BBC Autos que não está à venda para civis, mas não é por falta de admiradores.
Um scooter para o campo de batalhas? Esse é o Knightrider, da empresa Go-Ped. Pode parecer um brinquedo de crianças, mas não se engane com as aparências.
Esse veículo foi desenhado para suportar terrenos difíceis a altas velocidades, com seus pneus soltos e suspensão resistente.
A bateria de polímero de lítio e o motor Torkinator fazem com que o veículo atinja velocidade de 30 quilômetros por hora e cruze um terreno de 40 quilômetros sem necessidade de recarga.
Então quem está usando esse veículo? Por ora, isso é mantido sob segredo. Acredita-se que cada unidade custa US$ 4,7 mil (cerca de R$ 12 mil), mas nem adianta procurar nas lojas. (R. A.)
BBC Brasil/montedo.com

"Pilotagem dócil", diz primeiro piloto da FAB a voar no Grippen.

Militares fazem primeiro treino no Gripen
O procedimento foi feito pelos capitães Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, na Suécia
Rio - A Força Aérea Brasileira (FAB) deu início às primeiras missões de treinamento em aeronaves Gripen. O procedimento foi feito pelos capitães Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas, na Suécia.
Eles se tornaram os primeiros pilotos do país a cumprir esse tipo de tarefas. Todos os voos em aviões Gripen D foram acompanhados por pilotos da Força Aérea da Suécia. O pouso ocorreu às 10 horas da manhã na base de Satenas, na Suécia (6 horas no horário de Brasília).
Segundo a FAB, os dois Gripens voaram em uma área de instrução sobre a Suécia e o Mar Báltico. Após a decolagem, as aeronaves subiram até 10.638 metros de altura em um minuto e meio, uma taxa de subida de 118 metros por segundo. Os brasileiros também promoveram acrobacias na fase de familiarização.

“PILOTAGEM DÓCIL”
O capitão Fórneas declarou que o voo foi melhor do que ele esperava. “A aeronave é de pilotagem dócil”, disse. A principal característica destacada pelos brasileiros foi a vantagem aerodinâmica proporcionada pelos canards(pequenas asas localizadas na frente do Gripen). A distância de pouso também foi “extremamente pequena”.

RESPONSABILIDADE
A Força Aérea Brasileira informou que os dois capitães terão a responsabilidade sobre as aeronaves pilotadas e também vão participar de diversos treinamentos para dominar todos os sistemas dos caças. Após o pouso na Suécia, os pilotos seguiram para um novo treinamento no simulador de voo no país.

INSTRUTORES
A FB divulgou ainda que o capitão Fórneas era piloto de caças F-5 e o capitão Pascotto, comandava aeronaves Mirage 2000. Ambos foram formados pela Academia da Força Aérea. O treinamento dos dois oficiais vai durar seis meses na Suécia. Eles serão os primeiros brasileiros instrutores de Gripen.

36 AERONAVES
O contrato de aquisição de 36 aeronaves foi assinado em 24 de outubro. A expectativa é de entrega dos aviões entre 2019 e 2024. O Brasil será, junto com a Suécia, o primeiro país a utilizar a nova geração dos caças Gripen. A FAB também estuda comprar 108 caças para a substituição da frota atual de aviões de combate.
Força Militar (O Dia)/montedo.com

Fotos raras da I Guerra revelam cotidiano nas trincheiras.

Galeria: fotos raras da I Guerra revelam cotidiano nas trincheiras
Imagens registradas por militar passaram décadas em arquivo


Uma série de fotografias raras que retratam o cotidiano dos soldados da I Guerra Mundial foi exibida pela primeira vez nesta semana na Grã-Bretanha.
As fotos foram tiradas pelo irlandês George Hackney, que se alistou no Exército britânico e participou de batalhas na França. Imagens registradas pelos próprios soldados que participaram do conflito são extremamente raras, já que à época os comandantes proibiam a atividade e poucas pessoas tinham câmeras. 
De acordo com a rede BBC, Hackney doou as fotos para um museu da Irlanda do Norte nos anos 70, mas o material acabou esquecido nos arquivos. Elas só chegaram ao público graças a um documentário produzido pelo canal.
(Clique em qualquer imagem para assistir o slide show)

Veja/montedo.com

RJ: Exército deve permanecer na Maré em 2015.

Estado pede de novo que Exército continue na Maré
Prazo para permanência dos militares no conjunto de favelas acaba 31 de dezembro

VANIA CUNHA
Rio - Pela terceira vez, o governo do Rio pediu ao Executivo federal a prorrogação da permanência das tropas do Exército no Complexo da Maré. A nova solicitação foi feita semana passada pelo governador Luiz Fernando Pezão, já que o prazo estabelecido para que a Força de Pacificação fique no conjunto de favelas expira em 31 de dezembro. Quinta-feira à noite, outra pessoa morreu na favela, onde ainda há constantes tiroteios com a resistência de bandidos pelo controle da venda de drogas. Segundo fontes ligadas ao governo do estado, Pezão pretende adiar a saída do Exército até junho. No dia 5 de abril, a ocupação da Maré vai completar um ano.
O primeiro pedido de socorro ao governo federal feito pelo então governador Sérgio Cabral, em março, se justificava pela proximidade da Copa do Mundo. A Polícia Militar não tinha na época efetivo suficiente para ocupar a Maré, que fica na rota de passagem das delegações entre vários hotéis e o aeroporto internacional.
No entanto, quase um ano depois da intervenção federal sob regime de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a prorrogação do prazo de permanência da Força de Pacificação se dará com a mesma justificativa: apesar das formaturas de novos soldados, ainda não há efetivo suficiente para a substituição do Exército e instalação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) na região.
Pelo plano da Secretaria de Segurança Pública, serão quatro sedes com 1.500 policiais. Apesar da presença dos quase dois mil homens do Exército, Fuzileiros Navais e PMs que apoiam a Força de Pacificação, os moradores ainda vivem sob clima de medo causado pela disputa do território entre facções rivais e da ousadia dos criminosos que não aceitam a presença dos militares.
Por volta das 19h40 de quinta-feira, um homem não identificado morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha, depois de ser socorrido por soldados da Força de Pacificação. Segundo militares do Exército, moradores da região conhecida como Faixa de Gaza, entre as favelas da Nova Holanda e Maré, acionaram uma patrulha que passava pelo local para socorrer a vítima, que foi alvo de vários tiros. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso) e a Divisão de Homicídios (DH) da Capital vai investigar o crime.
O Dia/montedo.com

Policial Federal que matou tenente do Exército quer ser promotor de justiça.

Policial federal acusado de matar tenente do Exército deve perder prova do MP


Agente matou tenente do Exército após discussão no trânsito
Flávio Meireles (redacao@cidadeverde.com)
O escrivão da Polícia Federal Isnardo Franciolli, acusado de assassinar o segundo tenente do 25º Batalhão de Cacaçadores José Ramos Correia Júnior em Caxias (MA), deve perder a prova oral do concurso para promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco.
Preso em flagrante depois da morte do militar, ocasionada após uma discussão de trânsito na cidade maranhense, Isrnardo Franciolli teve a revogação da prisão preventiva indeferida pela Justiça do Maranhão e segue detido.
No dia 29 de novembro, Isnardo Franciolli seria sumbetido à prova oral do concurso para promotor de Justiça do Ministério Público de Pernambuco, que será realizada em Recife (PE). Depois de ter tido o pedido de revogação da prisão preventiva indeferido, o escrivão vive a expectativa de ser liberado para fazer a avaliação.
Leia também:
Tenente do Exército é morto por policial federal em briga de trânsito.
Isnardo Franciolli é acusado de matar José Ramos Correia Júnior na noite do dia 15 de novembro, em frente a uma pizzaria no Centro de Caxias. O assassinato aconteceu após uma discussão de trânsito. Depois de um bate-boca, o policial federal atirou contra o peito do tenente do Exército. Em depoimento à Polícia, ele alegou legítima defesa.
Cidade Verde/montedo.com

RO: Exército investiga desmatamento ilegal em reserva extrativista.

Exército e Icmbio investigam desmatamento em área de RO
Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto tem 40 focos diagnosticados.
Icmbio deve investigar os casos e multa será a partir de R$ 5 mil.
Cerca de 40 focos foram constatados, mas 13 são considerados os maiores, acima de seis hectares (Foto: Dayanne Saldanha/G1)
Cerca de 40 focos foram constatados, mas 13 são considerados os maiores, acima de seis hectares (Foto: Dayanne Saldanha/G1)
Dayanne Saldanha
Do G1 RO
Mais de 40 focos de desmatamento foram encontrados dentro da Reserva Extrativista do Rio Ouro Preto, a cerca de 40 km de Guajará-Mirim, município a 330 quilômetros de Porto Velho durante um sobrevoo na manhã desta sexta-feira (21). Uma operação em conjunto entre o 6º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (Icmbio) mapeia as áreas que serão investigadas. As multas de dano à área preservada são a partir de R$ 5 mil.
A operação em conjunto com o Exército, Polícia Federal, Icmbio, FUNAI, IBAMA e Polícia Militar faz parte da operação Curaretinga que acontece no Acre, Rondônia e Sul do Amazonas. “Chamamos de operação Interagências, em cooperação, de acordo com as demandas de cada um dos órgãos”, explica o comandante do 6º Bis, coronel Reginaldo Vieira de Abreu.
A reserva existe há 24 anos e foi a primeira a ser criada em Rondônia. Com área de mais de 204 mil hectares, o Icmbio, através de satélite, localizou alguns focos de possíveis áreas desmatadas. Fazendo um sobrevoo na região, várias áreas devastadas, queimadas e até de pasto com criação de animais de grande porte foram encontrados no local. “Recebemos um comunicado de Brasília, fizemos um levantamento destes pontos e localizamos o desmatamento”, afirma o chefe da resex, Luciano Cerqueira.
Cerca de 40 focos foram constatados, mas 13 são considerados os maiores, acima de seis hectares, segundo Luciano. “É admissível em reserva extrativista que a pessoa que more lá tenha pequenas criações, como caprinos e suínos e pequenas roças, mas acima disso não é permitido. Não pode desmatar para fazer pasto. O valor estipulado em lei para o crime é a partir de R$ 5 mil.
Segundo o Icmbio, serão investigados quem são os responsáveis pelas áreas e multas serão aplicadas, pois não há autorização para o desmate. Acima de 1 hectare, a multa é de um montante de R$ 5 mil e dependendo de outras infrações, os valores são somados.
G1/montedo.com

Gincana do Exército recolhe 3,5 toneladas de entulhos

Notícia recuperada: 13 de novembro de 2015

Gincana do Exército recolhe 3,5 toneladas de entulhos
Limpeza aconteceu em uma área de 14 quilômetros quadrados
Limpeza aconteceu em uma área de 14 quilômetros quadrados
Juiz de Fora (MG)  - Três toneladas e meia de lixo foram recolhidas por homens do Exército no Campo de Instrução de Juiz de Fora/Centro de Educação Ambiental e Cultura, localizado no Bairro Barbosa Lage, na Zona Norte. A atividade de limpeza da área de instrução e regiões vizinhas faz parte da II Gincana Ambiental, que integra o mês de comemoração do 56º aniversário do campo.
Os trabalhos de limpeza com duração de dez horas, realizados durante dois dias, aconteceram em uma área de 14 quilômetros quadrados, onde foram empenhados 42 homens oriundos das seis organizações militares que integram a competição. Além disso, como parte das atividades e com foco na gestão da água, houve a capacitação dos gestores ambientais das organizações militares. “Nosso objetivo é conscientizar os militares e os civis sobre a destinação correta do lixo com foco na preservação do meio ambiente. Além de orientar, estamos formando multiplicadores”, afirmou o diretor do Campo de Instrução, tenente-coronel André Aguiar.
Parte do material recolhido que puder ser reutilizado será destinada a uma associação de catadores de lixo. Na primeira etapa da gincana, realizada no início deste mês, foram plantadas cerca de 2.500 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, próximo a duas nascentes na região do Bairro Barbosa Lage. (R. A.)
Tribuna de Minas/montedo.com

22 de novembro de 2014

Não contem com as Forças Armadas!

Os civis mais exaltados terão de encontrar outra forma eficaz de fazer oposição ao petismo. Mas que jamais alimentem a ilusão de que as Forças Armadas viriam em seu socorro… 
Elas são briosas demais para fazê-lo.

João Mellão Neto*
Quem está pedindo intervenção militar para debelar a atual crise, está, na prática, fazendo o jogo do lulo-petismo. Explica-se: Lula, Dilma e numerosos petistas, já de algum tempo para cá, vem brandindo essa hipótese, como se tal fosse o desejo de uma parcela da opinião pública, dentre os eleitores antipetistas. Eu, sinceramente, não acredito que esse segmento tenha a menor representatividade, mesmo dentro das Forças Armadas, que seriam, – na cabeça de vento desses adeptos do petismo- as principais interessadas em voltar ao Poder.
Ora, se os próprios militares repudiam essa eventualidade, a quem interessa esse rumor? Além de alguns gatos pingados que se mostram, com sinceridade, adeptos de tal solução, os verdadeiros divulgadores de tão estouvada idéia são os próprios simpatizantes do atual governo. Existem vários blogs na Internet, muitos dos quais, é o que se diz, financiados diretamente pelo atual governo – ou indiretamente sob patrocínio das empresas estatais (Caixa, em especial) onde jornalistas ficam brandindo tais argumentos e exorcizando o que, para eles, seriam fantasmas fardados e sanguinários. Alguns deles chegaram até a cunhar uma sigla – PIG’s que seria a abreviatura de “Partido Da Imprensa Golpista” o qual abrangeria os quatro grandes veículos de imprensa, a saber, Globo, Folha, Estadão e Abril. Há vários anos que tais instrumentos da Internet se valem de tais ameaças no desejo de mobilizar o povo contra tal “perigo”. A vontade implícita em tal discurso é o de criar um inimigo comum, que dissuada o povo de se mobilizar contra o petismo.
Leia também:
Golpe militar? Pára com isso!
Os ditos “golpistas” não passam de meia dúzia de radicais, muitos dos quais sequer se recordam do período em que os militares davam as cartas, aqui no Brasil. Não passam, na verdade de ‘inocentes úteis ‘ e, à medida que defendem a volta dos militares, estão fazendo, no fundo, o jogo do PT. Não há a menor possibilidade de as tropas deixarem os quartéis para governar o país. E há várias razões objetivas para não o fazerem:

1- desde 1985 – quando, nominalmente – terminou o ciclo militar no governo brasileiro, já se passaram 29 anos. De quando se iniciou a dita revolução de 1964, já se foram quase meio século. Na prática isso significa que todo o oficialato das três armas que atuou ou apenas apoiou o movimento, está hoje aposentado. Mesmo contando do fim do governo Figueiredo, o último do ciclo, em 1985, não há mais nenhum oficial na ativa. E, com o fim do período, as Forças Armadas vêm se dedicando, desde a Academia, aos valores mais caros à carreira castrense, quais sejam: a hierarquia, a disciplina, o senso exaltado do Dever, o legalismo e a profissionalização. Se ainda se discute política, nos quartéis, é porque isso é inerente à natureza humana. Eu, pessoalmente, não acredito que haja um único oficial da ativa (de segundo-tenente à general de exército) que sequer sonhe com a hipótese de um retorno das Forças Armadas ao Poder. Até porque idéias deste tipo contrariam ao menos dois dos seus maiores valores: o legalismo e a Hierarquia. Todos, praticamente sem exceção, entendem que o comando supremo pertence ao presidente da República, no caso presente, Dilma Roussef. Eles podem, inclusive, não achar correta a maneira que ela conduz a Nação. Mas daí a praticar qualquer tipo de insubordinação – mesmo que tal se desse apenas em nível de conversas – vai uma longa distância.

2- Castelo Branco, o primeiro general presidente, reformou profundamente todos os estatutos militares. A atualmente considerada a mais importante das atitudes que tomou, nesse sentido, foi a que criou o rodízio compulsório nos quadros do generalato. Desde então, nenhum general, por mais brilhante que seja, pode permanecer mais do que doze anos, na patente. Quatro anos, no máximo, como general de brigada, mais quatro como general de divisão e os quatro restantes como general de exército. A justificativa para tão drástica medida, à época, foi a de que os oficiais em ascensão pudessem receber as promoções a que faziam jus. Mas, ao que se diz, o objetivo maior foi o de evitar que os generais “vitalícios” tivessem tempo hábil para formar liderança no seio do oficialato.

3- Em 1964, os altos oficiais tinham um projeto, digno de tal nome, para a Nação. A Escola Superior de Guerra, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, exerceu o papel de doutrinar civis e militares, para conhecê-lo e o fez desde 1947, quando foi fundada. Nos dias de hoje, não existe mais projeto nenhum. E tomar o Poder, simplesmente por tomar é algo que eles não fariam em hipótese nenhuma.

4- Os militares saíram machucados de sua experiência de mais de 20 anos no Poder. O maior desejo deles, hoje, é voltar a possuir o prestígio que passaram a possuir desde a Guerra do Paraguai. Eles, no seu íntimo, querem voltar a ser a “reserva moral” da Nação, o que descarta qualquer ilusão golpista.

5 – Os civis mais exaltados terão de encontrar outra forma eficaz de fazer oposição ao petismo. Mas que jamais alimentem a ilusão de que as Forças Armadas viriam em seu socorro… Elas são briosas demais para fazê-lo.
*Jornalista. Foi deputado, secretário e ministro de Estado.
Blog do Paulinho/montedo.com

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