30 de junho de 2015

Major do Exército suspeito de envolvimento em fraude declara inocência e desafia o MP a "encontrar alguma coisa!"

Publicado originalmente em 29 de junho

Tá feia a coisa: Exército de SP adota 'austeridade na alimentação da tropa"

Publicado originalmente em 29 de Junho


O Comando Militar do Sudeste, que abrange todas as unidades do Exército do estado de São Paulo, determinou a adoção de uma dieta espartana na alimentação dos militares. Sob o título "Austeridade na alimentação da tropa", um documento datado de 11 de junho estabelece que a tropa receba apenas "uma opção de proteína animal (carne bovina, carne suína, frango ou peixe) e apenas uma opção de carboidrato simples (arroz ou macarrão)".

Segundo o documento, as medidas visam, também, contribuir "para reduzir despesas com consumo de água, energia elétrica, material de limpeza e outras".

RJ: Forças Armadas deixam favelas da Maré após 15 meses

Tropas federais deixam Complexo da Maré após 83 mil ações em 15 meses
PM assume definitivamente complexo com 15 favelas a partir desta terça(30).
Balanço do período aponta redução de homicídios e mais de 600 prisões.
Do G1 Rio
Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)
Helicópteros sobrevoam Complexo da Maré (Foto: Leo Correa/AP)
Termina nesta terça-feira (30) a ocupação das Forças Armadas no Conjunto de Favelas da Maré, na Zona Norte do Rio. A Polícia Militar entrará no lugar dos militares que durante um ano e três meses realizaram mais de 83 mil ações, 674 prisões e 255 apreensões de menores no complexo que reúne 15 favelas e onde moram 140 mil pessoas, segundo balanço divulgado no início da tarde desta segunda-feira (29) pelo comando da Força de Pacificação.
Entre os dados divulgados está a redução dos índices de homicídios em uma área de sete quilômetros quadrados, que é disputada por três facções criminosas. Antes de abril do ano passado, a taxa anual de homicídios na área de ocupação era de 21,29 mortes por 100 mil habitantes, segundo dados do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP). Esse número caiu para 5,33 mortes, após a ocupação das tropas federais.
O complexo é formado pelas favelas: Praia de Ramos, Parque Roquete Pinto, Parque União, Parque Rubens Vaz, Nova Holanda, Parque Maré, Conjunto Nova Maré, Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Bento Ribeiro Dantas, Vila dos Pinheiros, Conjunto Pinheiros, Conjunto Novo Pinheiro – Salsa & Merengue, Vila do João e Conjunto Esperança.
Nove pessoas morreram neste período, entre elas o sargento Michel Augusto Mikami, 21 anos, atingido por um tiro na cabeça por um traficante, em novembro do ano passado. Segundo o comando, 27 militares ficaram feridos em operações nas favelas do complexo. Foram feitas ainda 1.356 apreensões de armas, drogas, munições, veículos e motos.
No balanço divulgado pelo Exército estão ainda ações sociais no total de 24 mil atendimentos. Também são relatadas melhorias melhorias em projetos de esgotamento sanitário, recolhimento de lixo e retirada de carcaças pelas vielas o que impedia a circulação de moradores.
No total, três mil militares das Forças Armadas participaram das operações no Complexo da Maré.
O plano de substituição da Força de Pacificação pela PM começou em abril com os policiais militares entrando nas comunidades da Praia de Ramos e Roquette Pinto. Um mês depois, os PMs substituiram as tropas do Exército nas favelas Nova Holanda, Parque União, Rubem Vaz e Nova Maré (veja infográfico).
Desocupação da Maré - arte do Ministério da Defesa (Foto: Matusael Jorge / Ministério da Defesa / Divulgação)
Instalação de UPP
Serão criadas quatro bases da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Maré. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a primeira será instalada na Praia da Ramos/ Roquette Pinto; a segunda nas comunidades de Nova Holanda/ Parque União; outra será responsável pela Baixa do Sapateiro/ Timbau. A última ficará a cargo da Vila do João e da Vila dos Pinheiros.
As quatro bases deverão contar com cerca de 1.620 homens. O relações públicas da Polícia Militar, coronel Frederico Caldas, destacou que esse número poderá sofrer alteração de acordo com as necessidades da região.
Em 1º de abril, quando a PM substituiu a Força de Pacificação nas comunidades da Praia de Ramos e Roquete Pinto, o coronel Caldas destacou as expectativas da ocupação de Conjunto de Favelas da Maré enfatizando que há, nas comunidades, um “clima de pessimismo” quanto ao processo de pacificação. Segundo ele disse na ocasião, “se der errado, vai todo mundo para o buraco. Vai para o buraco a polícia, a sociedade, vai todo mundo", avaliou.
G1/montedo.com

29 de junho de 2015

Fraude em autorização do Exército para blindados coloca vidas em risco

Oficiais do Exército receberiam propina para autorizar venda de vidro.
Autorização é necessária para vidros de carros e capacetes militares.
Quem compra um carro blindado pensa que está protegido, que um ladrão pode atirar e a bala não vai passar. Mas uma fraude está colocando em risco a vida de muita gente que conta com a eficiência da blindagem.
Tem empresa que está sendo acusada de pagar propina a oficiais do alto escalão do Exército para receber autorização para vender vidros blindados, e até capacetes militares, que simplesmente não cumprem o que prometem. Se alguém atirar, a bala vai passar.
Por dois meses, os repórteres Maurício Ferraz e Diego Zanchetta investigaram essa grave denúncia de corrupção.
Quando o trânsito fica parado, muito motorista faz o seguinte: olha para um lado, olha para o outro e fica atento no retrovisor. O medo é que apareça algum ladrão.
Na capital paulista, a média é a seguinte: cinco carros são roubados por hora. Uma coisa passa pela cabeça: e se o bandido resolve dar um tiro?
Blindar o carro para se proteger. É isso o que muitos empresários, artistas, autoridades e profissionais de vários tipos fazem em todo o país.
Acham que estão seguros, mas pode não ser bem assim. O Fantástico revela que oficiais do Exército são suspeitos de receber propina para liberar a venda de vidros que não cumprem o prometido, não protegem como deveriam.
“Uma verdadeira fraude contra o consumidor que estava se operando”, diz o procurador da Justiça Militar Cláudio Martins.
Explosivos, armas, carros blindados. Quem fiscaliza esse tipo de produto controlado é o Exército. Tem que fazer todos os testes e só liberar para a fabricação e venda se estiver tudo correto.
Deveria ser sempre assim. Mas Laudenir Bracciali, presidente da Abrablin, a Associação Brasileira das Empresas Blindadoras, conta que ele próprio já teve que pagar propina a um militar.
Laudenir Bracciali: Eu tinha os documentos lá para serem liberados. Esses documentos estavam demorando muito. Eu comecei a cobrar insistentemente. Até que um dia, me fizeram uma proposta: 'Olha, nós podemos facilitar se tiver um pagamento'.

Fantástico: Quanto que cobraram?
Laudenir Bracciali: A pedida era entre R$ 500 e R$ 1500.
Fantástico: Por documento?
Laudenir Bracciali: Por documento. E eu paguei R$ 500 por esse documento.

Segundo o empresário, não havia nenhum problema com a blindagem dele e a propina, paga em 2013, foi só para acelerar a burocracia.
Ele procurou o Ministério Público e denunciou.

Fantástico: Para quem o senhor depositou?
Laudenir Bracciali: O subtenente Jorge, na época.
Fantástico: Na conta dele?
Laudenir Bracciali: Na conta dele.

Este mês, José Jorge dos Santos Filho subiu de patente e agora é primeiro-tenente do Exército. Nos últimos 14 anos, ele trabalhou na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, em Brasília.
A denúncia do presidente da Associação das Blindadoras contra o tenente Jorge se somou a várias outras, contra mais militares. Foram tantas, que a Procuradoria de Justiça Militar abriu um inquérito para apurar esses crimes. Só o tenente Jorge teria recebido mais de R$ 500 mil em propina, entre 2011 e 2014.
“Se nós temos facilidade para conseguir alguma coisa principalmente quando nós estamos falando de um produto que promete guardar a vida humana, isso é inaceitável”, afirma Laudenir Bracciali.
As investigações mostram que, além do tenente Jorge, outros 11 militares do Exército, inclusive três coronéis, estariam envolvidos no esquema que libera produtos que não protegem como deveriam.
O mercado de carros blindados está crescendo. Em média, são vendidos por mês, no Brasil, 1,3 mil veículos. O preço da blindagem vai de R$ 20 mil a R$ 80 mil.
Com a ajuda da computação gráfica, fica fácil entender como é um kit completo. Dá para reforçar toda a lataria com uma manta sintética, a mesma usada em coletes à prova de balas. O tanque de combustível também pode ser revestido com essa manta e com aço inox. Já o vidro é feito intercalando camadas de materiais muito resistentes. Um deles é um plástico especial, o policarbonato.
O Fantástico entrou no carro para explicar os diferentes tipos de blindagem, porque não é tudo igual, não. O nível 1 é o mais básico: nesse caso, a pessoa que está dentro fica protegida de tiros de revólver calibre .22 e .38, mas se o criminoso atirar com uma arma mais potente, aí a bala passa. Para evitar isso, a blindagem teria que ser mais forte. O nível 3A é o mais usado no Brasil. Aguenta até tiro de um revólver superpotente: calibre .44.
Quem compra um blindado confia no material. O problema é que a corrupção dentro do Exército não era só para liberar documentos.
A SER Glass é uma das maiores fabricantes de vidros blindados do Brasil. Está no mercado há seis anos. Em 2009, ela foi reprovada em dois testes do Exército. Os tiros de calibre .44 perfuraram o vidro nível 3A que a empresa queria vender.
Só que mesmo assim: “Ela fabricou e comercializou por muito tempo vidros blindados sem que ela tivesse a autorização formal do Exército Brasileiro”, conta Cláudio Martins, procurador da Justiça Militar.
A SER Glass acabou conseguindo uma autorização do Exército em 2010. Segundo a investigação, não houve nenhum novo exame balístico e o documento foi fraudado com ajuda de algum militar.

Marissandra Xavier Gonzalez foi diretora comercial da SER Glass.
Fantástico: Tinha pagamento de propina?
Marissandra Gonzalez: Sim. Eu nunca participei dos pagamentos em si. Mas eu sabia que tinha muito dinheiro envolvido.

A Procuradoria já descobriu que o tenente Jorge dos Santos Filho, da Diretoria de Produtos Controlados, recebeu dinheiro na conta depositado diretamente pelo dono da SER Glass, entre 2011 e 2014.
O militar não quis se manifestar. “Eu não tenho autorização do Exército para dar informação nenhuma”, disse.
Em nota, o advogado do tenente disse que seu cliente "jamais recebeu vantagens indevidas", que "todos os valores depositados nas contas dele têm justificativa" e que "ele só conferia a documentação, não tinha poder de decisão".
As primeiras denúncias contra a SER Glass surgiram em 2012. Nesse mesmo ano, a empresa tentou conseguir uma nova autorização, já que o Ministério Público já tinha indícios de fraude na antiga.
Um diretor procurou um major da reserva, com 30 anos de serviços prestados ao Exército. Segundo o militar, a proposta de corrupção foi clara.
“O pedido dele era para que, de alguma forma, custasse o que custasse, eu convencesse os oficiais do Exército, que aprovasse um vidro dele”, conta Willian Amaral Junior, major da reserva.
O major Willian denunciou a SER Glass ao Exército e ao Ministério Público. “Produziam produto e colocavam a sociedade em risco”, diz.
A então diretora comercial da SER Glass se casou, em 2010, com Fábio Santos, o dono da empresa. Três anos depois, eles se separaram. Marissandra já prestou dois depoimentos ao Ministério Público, afirmando que a propina chegou a ser paga em dinheiro vivo a militares do Exército.

Fantástico: Os clientes não estão protegidos?
Marissandra Gonzalez: Não, não estão.

O Ministério Público de São Paulo também recebeu denúncias e começou a investigar. Em 2013, decidiu fazer um teste. De 12 vidros da SER Glass, 9 foram perfurados por tiros de calibre .44.
Se fosse uma situação real, o motorista teria sido atingido duas vezes. “Eu presenciei os testes e passaram as balas. E mesmo assim, as vendas continuaram”, diz Marissandra Gonzalez.
Entre os militares suspeitos de envolvimento no esquema, está o major Guilherme Bittencourt, que foi chefe dos exames balísticos do Exército, entre 2004 e 2009. Ele frequentava a SER Glass.

Fantástico: Quando eles apresentaram o major para você, eles falaram o quê? Ele é um consultor...
Marissandra Gonzalez: Que era uma pessoa muito importante, que iria ajudar a gente dentro do processo.

Mesmo estando ainda na ativa, o major Bittencourt escreveu um parecer contestando os testes do Ministério Público nos vidros da SER Glass.
O major ainda desenvolveu um projeto de um novo tipo de blindagem, para a lataria do carro. O material está sendo produzido exclusivamente pela empresa, sob instruções do militar. Isso não é permitido, diz a procuradoria.
“Uma relação contratual entre um oficial da ativa e a empresa que é fiscalizada ou deveria ter sido fiscalizada pelo Exército brasileiro”, diz Claudio Martins.
A convite da SER Glass, o major Bittencourt e outros militares do setor produtos controlados do Exército assistiram de camarote a etapas do campeonato de Stock Car, em 2012.
“Bebida à vontade, comida. Podia gastar à vontade”, diz Marissandra Gonzalez.
Em uma das corridas, no Rio de Janeiro, os principais oficiais do Exército responsáveis pelos testes balísticos estavam no camarote da SER Glass. Cinco dias depois, esses mesmos militares aprovaram uma nova autorização para a empresa fabricar vidros blindados.
“Mais do que uma conivência, uma convivência”, afirma Cláudio Martins.
O major Bittencourt não quis gravar entrevista. Mas disse que se arrepende de ter feito o parecer a favor da SER Glass, pelo qual cobrou R$ 3 mil, e negou ter recebido propina.
O dono da empresa defendeu o militar.

Fabio Santos: Ele, como um engenheiro, ele estava prestando uma consultoria.
Fantástico: Ele é seu sócio?
Fabio Santos: Não, não é meu sócio.
Fantástico: Mas tem hoje uma relação comercial com ele?
Fabio Santos: Não, não tenho. Ele... Não, assim. Ele desenvolveu um produto, uma tecnologia nova. E a gente começou a comercializar esse produto hoje.
Fantástico: E quanto ele ganha pra isso?
Fabio Santos: Ele não ganha nada.
Fantástico: O senhor já pagou propina para o Exército? Para alguém do Exército?
Fabio Santos: Jamais, jamais pagamos qualquer valor em propina para o Exército.

Sem desconfiar do perigo, empresários, artistas, integrantes do Judiciário e até chefes de Estado já andaram em veículos que têm vidros da SER Glass.
A Polícia Federal, por exemplo, comprou 36 carros blindados para transportar autoridades, como presidentes e ministros de outros países. Os veículos foram usados durante a Copa do Mundo. A responsabilidade pela blindagem era da fabricante dos carros, informou a Polícia Federal.
O Exército constatou, em maio de 2013, que os vidros da SER Glass estavam irregulares. Mas, segundo o Ministério Público, nenhum foi retirado do mercado. E a venda continua.
O Fantástico testou os vidros blindados. Nos testes oficiais, são cinco tiros. Nenhum pode furar o vidro. Como a blindagem que a SER Glass promete é nível 3A, as balas têm que ser calibre .44.
Do primeiro ao quarto tiro, o vidro aguentou. Mas no quinto, blindagem reprovada. Como mostra a supercâmera lenta.
O Fantástico repetiu o teste, em outro vidro da SER Glass. Nesse caso, a blindagem falhou já no segundo tiro. E, depois, no quinto disparo.
O Fantástico testou vidros de outras três marcas. Todos suportaram os cinco tiros, do mesmo calibre.
O dono da SER Glass diz que a empresa dele tem 25% do mercado, que as denúncias foram inventadas pelos concorrentes, que a documentação está correta e que os vidros dele são seguros. “Eu me comprometo com qualquer cliente que tiver qualquer dúvida pode trazer o vidro, eu fico dentro do carro, e a gente atira”, diz Fábio Santos, dono da SER Glass.

E o Major Bittencourt e o Tenente Jorge, suspeitos de envolvimento no esquema?
O comando do Exército, em Brasília, informou que os dois militares receberam uma punição, foram transferidos para outros setores; que está colaborando com as investigações e tem todo o interesse em esclarecer os fatos.

Fantástico: O consumidor que comprou esses vidros ele tá tranquilo?
Major Marcos Lopes do Nascimento, Diretoria de fiscalização de produtos controlados: Se o produto foi avaliado de acordo com as normas do Exército, ele pode ficar tranquilo.
Fantástico: Está faltando fiscalização?
Major Marcos Lopes do Nascimento: Não. Não está faltando fiscalização.

O Fantástico também perguntou sobre o fato de militares frequentarem camarotes com tudo pago pela SER Glass. “Não tenho conhecimento desse fato”, diz o major Marcos Lopes do Nascimento.
Mas o Fantástico descobriu que o próprio major Lopes, esse que fala em nome do Exército, também já esteve com a família em um evento automobilístico da SER Glass, em São Paulo.
Procurado nesse domingo (28) pelo Fantástico, o Exército disse que até o momento não há suspeitas de irregularidades contra o major Lopes.
Além do caso da blindagem, existe outras denúncias contra a Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército.
Por exemplo: a compra de 22 mil capacetes, no ano passado. O valor total: R$ 55 milhões.
Nos testes oficiais do Exército, o tiro com um revólver calibre .44 não perfurou o capacete. Mas....
“Ele penetrava tão fundo que ele atingia o que se chama de placa testemunho, que fica basicamente no centro da cabeça do soldado que vai vestir aquele capacete”, revela o procurador Cláudio Martins.
“Essa deformação é normal para qualquer capacete balístico, de qualquer fabricante do mundo. Os soldados estão seguros”, garante o major Marcus Vinicius Martins, da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados.
Os capacetes desse mesmo modelo estão sendo usados por militares no Haiti e no Rio de Janeiro.
Para comprovar a segurança, o Exército mostrou um vídeo ao Fantástico.
O militar leva um tiro no capacete e sobrevive. O detalhe é que ele não é da mesma marca dos 22 mil comprados no ano passado. Esta semana, a Justiça Federal suspendeu o pagamento dos R$ 55 milhões, até a conclusão das investigações.
Quanto à SER Glass, o Ministério Público quer que ela indenize os clientes e troque todos os vidros suspeitos que já foram vendidos.
“Nós não estamos vendendo qualquer produto. Se houver uma falha, com certeza uma vida humana vai ser perdida”, afirma Laudenir Bracciali, presidente da Associação Brasileira das Blindadoras.
Fantástico/montedo.com

Após denúncias, justiça suspende empenho para compra de capacetes balísticos pelo Exército

PJM BRASÍLIA CONSEGUE NA JUSTIÇA SUSPENSÃO DE EMPENHO PARA COMPRA DE CAPACETES NÃO APROVADOS
Imagem meramente ilustrativa
A juíza-federal da 16ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal – TRF 1ª Região, Cristiane Pederzolli Rentzsch, deferiu pedido liminar do Ministério Público Militar e determinou a suspensão do pagamento de notas de empenho do Exército, no valor de R$ 35 milhões, para o pagamento de capacetes balísticos não aprovados em teste.
A Procuradoria de Justiça Militar em Brasília havia ajuizado ação cautelar inominada objetivando a suspensão desses pagamentos até a conclusão do inquérito. Há indícios de prática de crime militar, com descumprimento do edital e da Lei de Licitações. A decisão judicial interrompe a continuidade dessa provável ilegalidade.
Em outubro de 2014, a PJM Brasília recebeu uma representação anônima, contra o Exército Brasileiro, narrando irregularidades em dois processos de licitação para compra de coletes e capacetes balísticos. Foram então instaurados dois procedimentos investigatórios. A ação cautelar é referente ao Pregão Eletrônico 1/2014, realizado pelo Comando Logístico de Brasília — DF (COLOG), para a aquisição de capacetes balísticos .
De acordo com as investigações, os capacetes licitados eram do nível III.A e deveriam, segundo as normas do National Institute of Justice (NIJ), proteger o usuário de tiros de .9mm e .44 Magnum. Entretanto, o laudo dos capacetes, Relatório Técnico Experimental (RETEX) 2578/10, aprovado pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEX), apresenta a seguinte observação: “Nos tiros de .44 Magnun, o capacete apresentou grandes deformações, inclusive na placa testemunho, sem no entanto perfurá-la”. Apesar do laudo apontar que os capacetes estavam em desacordo com as normas internacionais do NIJ, eles foram aprovados e o Exército deu continuidade ao processo licitatório.
Como explica o MPM no documento, “se a deformação atingiu a placa testemunho, logo, a força do impacto alcançaria o centro do cérebro do usuário do capacete, com poder de eliminar a sua vida, como se houvesse ocorrido perfuração. É por essa razão que se utiliza placas testemunho nesses testes, para revelar imediatamente a imprestabilidade do material em tal situação, pois fica demonstrado a transferência total do impacto para dentro do cérebro”.
Membros do MPM foram ao Centro de Avaliações do Exército (CAEX) para verificar os capacetes submetidos ao teste de resistência. Contudo, dias depois, ao analisar fotos do RETEX 2578/10, perceberam que o capacete testado não era aquele apresentado pelo Exército, havia algumas diferenças.
No dia 11 de maio de 2015, o MPM requisitou a instauração de Inquérito Policial Militar para aprofundar as investigações. Até então, as compras desses capacetes pelo Exército não haviam superado o valor de R$ 4,5 milhões. Entretanto, logo após a abertura do IPM, em 14 de maio de 2015, foi emitido um empenho de R$ 12,5 milhões para a compra de capacetes e, em 22 de maio de 2015, outro empenho, também para a compra de capacetes foi publicado, este no valor de R$ 22,6 milhões.
Ressalte-se que quando os empenhos foram publicados, o Exército já tinha conhecimento da requisição para instauração do IPM e das investigações. Além disso, há uma representação no TCU sobre essa licitação, processo 00000027-77.2014.2101, ainda não julgado. “Ainda assim, com todas essas investigações, sem esperar pelo resultado do inquérito e do julgamento do processo no TCU, o Exército, açodadamente, empenhou vultosas quantias, R$ 12.582.604,00 e 22.604.360,00, na compra de capacetes que não atendiam ao que estava especificado no edital de licitação”, escrevem os membros do MPM.
Para o MPM, os requisitos para concessão da medida cautelar são evidentes: o laudo do próprio Exército atestando a inconformidade do capacete e a proximidade da efetivação do pagamento dos valores expressivos já empenhados, aproximadamente R$ 35 milhões. “Caso não haja a imediata suspensão do pagamento desses empenhos, de nada adiantará eventual sentença penal condenatória, que dificilmente conseguirá repor os efeitos financeiros funestos da ilegalidade que está sendo praticada com essa aquisição totalmente em discordância com o interesse público. Ao contrário, a medida cível que se pleiteia terá a força de prevenir a sangria dos cofres públicos e abrir o caminho para a tramitação da ação criminal com a certeza de que não será uma providência vazia, sem eficácia”, justifica o MPM na ação.
Na decisão, a juíza afirma que as provas apresentadas pelo MPM lançam dúvidas “se tais equipamentos estão cumprindo as normas e protegendo a vida dos militares”. Por essa razão, foi deferido o pedido liminar para suspender o pagamento dos empenhos.
MPMilitar/montedo.com

Soldado do exército é preso no CE após roubar com pistola de pressão

Notícia recuperada (26/6)
Suspeito foi preso e levado para o 23º Batalhão de Caçadores do Exército.
Com ele foi encontrado um celular e a pistola de pressão.

Soldado está detido no 23º Batalhão de Caçadores do Exército (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Soldado está detido no 23º Batalhão de Caçadores
do Exército (Foto: Reprodução/TV Verdes Mares)
Fortaleza (CE) - Um soldado do exército foi preso na noite desta sexta-feira (26), após praticar assaltos com pistola de pressão, no Bairro Centro, em Fortaleza. De acordo com a Polícia Militar, o soldado de 19 anos, assaltou uma mulher. Ela correu até um quartel e os policiais militares saíram em perseguição do soldado do exército.
O soldado foi preso com o celular da mulher. A pistola de pressão, que não dispara balas, mas é muito parecida com uma arma de fogo, foi apreendida pelos policiais.
O soldado foi levado para o 34º Distrito Policial do Centro e depois para o 23º Batalhão de Caçadores do Exército, onde ficará preso à disposição da justiça.
G1/montedo.com

RR: soldado do Exército morre em acidente de moto

Militar do Exército morre após perder o controle da moto em Boa Vista
Acidente ocorreu na madrugada deste domingo (28), no bairro Caçari.
Exército prestou apoio funeral à família do jovem militar.

Jovem perdeu o controle da moto ao subir no canteiro central da avenida (Foto: Valéria Oliveira/G1)
Jovem perdeu o controle da moto ao subir
no canteiro central da avenida
(Foto: Valéria Oliveira/G1)
Valéria Oliveira
Do G1 RR
Um militar do Exército Brasileiro, de 20 anos, morreu na madrugada deste domingo (28) após perder o controle da motocicleta e bater em uma árvore na avenida Bacabeira, no bairro Caçari, zona Leste de Boa Vista. De acordo com informações de um policial, a vítima estava sem capacete no momento do acidente.
Conforme testemunhas, o rapaz e mais um grupo de amigos estavam indo pescar. O jovem teria passado em uma distribuidora para comprar bebidas e após sair do estabelecimento subiu na moto com o capacete no braço. Ele perdeu o controle ao subir no canteiro central da avenida. Os amigos ainda tentaram reanimá-lo, mas ele morreu na hora.
O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e por volta das 10h foi liberado para que a família fizesse o velório e sepultamento. O laudo cadavérico apontou que ele morreu de traumatismo craniano.
Por telefone, o subcomandante do 6º Batalhão de Engenharia de Construção (BEC), tenente coronel Everton Freitas, explicou que o jovem era soldado recruta e estava cumprindo o serviço militar obrigratório no Exército Brasileiro, porém, no momento do acidente ele não estava trabalhando. O coronel destacou ainda que o Exército está dando todo o apoio à família no que se trata do funeral da vítima.
"Gostaria de esclarecer também que esse batalhão faz várias campanhas e palestras de trânsito, cursos de direção defensiva, do uso de capacete, em função de ter muito militares jovem e com moto. Inclusive, o militar era habilitado", enfatizou o subcomandante.
G1/montedo.com

Blogosfera, aqui me tens, de regresso...

Depois de um longo e tenebroso inverno virtual, o blog volta ao seu ritmo normal, já com novo servidor. Até a noite, as postagens estarão atualizadas. 
Apesar da escassez de notícias, o ritmo de acessos se manteve estável nesses dias, com a área de comentários 'bombando'.
Obrigado a todos! Vamos em frente.

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