2 de maio de 2015

Cinquentão à deriva: navio da Marinha sofre pane em alto mar a caminho do Haiti

NDD ‘Ceará’ em pane em alto mar a caminho do Haiti
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Segundo informação divulgada em redes sociais, o Navio de Desembarque Doca (NDD) Ceará da Marinha do Brasil está a deriva a 320 milhas da costa do Ceará, devido a uma pane no turbo gerador, que produz a energia elétrica a bordo.
Um militar do navio sofreu uma queda de uma altura de mais de cinco metros e devido aos ferimentos teve que ser resgatado por um helicóptero Puma francês baseado na Guiana.
Puma francês realiza EVAM de militar brasileira acidentado a bordo do NDD Ceará
Puma francês realiza EVAM de militar brasileiro acidentado a bordo do NDD Ceará
A Marinha do Brasil estaria contratando rebocadores para trazer o NDD Ceará de volta ao Brasil.
O NDD “Ceará” partiu do Rio de Janeiro no dia 10/04/2015, para a “Comissão Haiti XXI”, em apoio ao contingente brasileiro na MINUSTAH.
O navio entrou em serviço em 1956 na Marinha dos EUA como USS Hermitage (LSD 34) e foi transferido à Marinha do Brasil em 1989.
PODER NAVAL/montedo.com

Exército começa a retirar famílias das áreas de risco de Salvador

Onze pessoas morreram no local, após chuva causar deslizamentos.
A partir de segunda-feira, famílias desalojadas terão direito a aluguel social.

Do G1 BA, com informações da TV Bahia
Homens do Exército começaram, na tarde desta sexta-feira (1º), a retirar as famílias que moram nas áreas de risco da comunidade do Barro Branco, na região da Avenida San Martin, em Salvador. Por causa dos deslizamentos de terra que ocorreram nesta semana, no local, 11 pessoas morreram.
A residência da dona de casa Ana Lúcia Oliveira foi a primeira a ser evacuada. A casa foi interditada pel Defesa Civil, e fica bem ao lado do local onde houve o deslizamento. Ela está está hospedada em um hotel pago pela prefeitura, mas pensa no futuro com otimismo.
"A expectativa de verdade é ter uma casa e seguir meu caminho adiante. Ser feliz. É o que todos nós precisamos", afirma.
Dilza Oliveira, mãe de Ana, ajudou a guardar as roupas em sacos etiquetados. Para ela resta o consolo de saber que escapou por pouco da tragédia.
"A gente pode perder tudo, menos a vida. A gente com vida constrói tudo de novo", diz.
Os móveis e roupas da família de Ana foram levados para um galpão na região das Sete Portas, um dos três lugares destinados pela prefeitura para guardar os bens dos desabrigados.
Quem perdeu pertences, como geladeira e fogão, nos deslizamentos e desabamentos por causa da chuva, deve procurar a Secretaria Muncipal de Promoção Social. A partir desta segunda-feira (4), vai ser dado um auxílio emergência de até três salários mínimos como indenização a essas famílias.
Segundo o secretário Bruno Reis, até agora 276 famílias desabrigadas já receberam o pagamento do aluguel social. Que agora vai até um ano com o apoio de trezentos reais por mês.
"O aluguel social era de seis meses, mas com a regulamentação da lei que foi publicada hoje, nós ampliamos para um ano. A partir de segunda-feira estaremos inaugurando uma unidade na Rua Miguel Calmon, 28, onde faremos os cadastros para em seguida efetuar os pagamentos para as pessoas que ainda não foram cadastradas", explica.
G1/montedo.com

1 de maio de 2015

Ex-soldado do exército norte-americano é preso no RS

David Herold é matador do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), facção que causa pânico em moradores de Santa Catarina
Ex-soldado do exército norte-americano é preso em Viamão Divulgação/Brigada Militar
Americano é apontado como matador de facção catarinenseFoto: Divulgação / Brigada Militar
Eduardo Torres
Viamão (RS) - Uma ação conjunta entre o 18º BPM, de Viamão, e a Polícia Militar de Santa Catarina resultou na prisão de quatro pessoas e na apreensão de dois adolescentes – todos catarinenses – em um sítio na Estrada da Pimenta, distrito de Águas Claras, em Viamão.
Entre os presos está David Beckhauser Santos Herold, o Americano. Ele serviu ao Exército dos Estados Unidos e, devido ao seu treinamento, é considerado um dos principais "especialistas" do Primeiro Grupo Catarinense (PGC), a facção criminosa que comanda crimes a partir das cadeias de Florianópolis, em Santa Catarina. Em outubro do ano passado, Americano foi denunciado por uma das execuções ordenadas pelo grupo.
De acordo com a Brigada Militar, o grupo não estava se escondendo no sítio de Viamão, mas criando um ponto de distribuição de drogas. O alerta teria partido do serviço de inteligência da PM catarinense, depois de dois meses de levantamento do grupo. Foram apreendidos 1,5 quilo de maconha e 10 comprimidos de ecstasy.
ZH/montedo.com

Vietnã: a guerra que os EUA não esquecem

Quarenta anos após a queda de Saigon, país ainda tem dificuldade em encontrar significado para a intervenção militar. 
Até hoje, derrota é referência em debates sobre entrada americana em outros conflitos armados.
Cliff Riley viu a queda de Saigon pela TV. Uma década antes, em 1966, ele havia se voluntariado no Exército, em meio à onda de patriotismo americano que sucedeu a Segunda Guerra Mundial. Intervir no Vietnã, pensava ele na época, era uma ação legítima para combater a ameaça do comunismo.
Ao desembarcar no Vietnã do Sul, então com 19 anos, ele viu a pobreza e achou que os Estados Unidos de fato poderiam ajudar. Com o tempo, porém, enquanto trabalhava no setor de comunicações do Exército, sua percepção das coisas foi mudando.
"Começou a me incomodar o dano que estávamos causando", relembra. "Nós estávamos destruindo a terra deles. Eu me questionava sobre o que eles iriam ter quando saíssemos."
Só de sua antiga escola, no estado de Ohio, Riley perdeu sete colegas. Quando já de volta em casa, ele acompanhou a queda da então capital do Vietnã do Sul com um misto de tristeza e raiva: "Meus amigos foram mortos. E pelo quê?"

A ambiguidade de Lyndon Johnson
Passados 40 anos, ninguém consegue ao certo responder pelo que os amigos de Riley e outros 58 mil americanos morreram. Uma dúvida que se reflete na figura de Lyndon Johnson, presidente dos EUA entre 1963 e 1969.
Mais de 58 mil americanos morreram num conflito que até hoje o país tem dificuldades de entender
Texano e liberal-democrata, ele apoiava a equidade racial e social nos EUA, numa agenda doméstica que contrastava com uma política externa agressiva. Em 1965, foi ele que transformou uma missão militar limitada numa guerra de fato, que envolvia quase 500 mil soldados americanos.
"As evidências mostram claramente que Johnson estava dividido", opina o historiador Edward G. Miller, autor de um livro sobre a guerra. "De um lado, ele achava que os EUA, por estarem profundamente envolvidos nos assuntos do Vietnã do Sul há 15 anos, tinham obrigação de ajudar o país. Por outro, ele estava seriamente preocupado com as consequências de uma guerra."
O assunto ainda divide historiadores e analistas políticos. Para uns, Johnson de fato temia um efeito dominó, com um comunismo se espalhando se o Vietnã do Sul fosse dominado pelo Norte. Para outros, tinha medo, na verdade, da pressão republicana interna caso não agisse.
"Johnson era um homem complicado, tinha medo de ser visto como fraco" afirma Miller. "Dizia com frequência que não queria ser visto como o primeiro presidente americano a perder uma guerra."
Com a guerra, começou o recrutamento. Ken Williamson era estudante de fotografia na Universidade de Ohio quando a intervenção no Vietnã começou a escalar. Ele recebeu permissão para continuar os estudos, enquanto o campus era dominado por discussões sobre o conflito.
"Estávamos envolvidos numa guerra civil que, na minha opinião, não tinha nada a ver com a gente", conta Williamson.
Após alguns anos, já formado na universidade, Williamson foi recrutado e recebeu a missão de ir ao Vietnã como fotógrafo, trabalhando, porém, longe do front. Outros opositores da guerra fugiram para o Canadá, mas ele conta que, na época, sentiu que tinha a obrigação de servir a seu país. A intuição de que algo estava sendo escondido da população, porém, permaneceu.
"O governo americano realmente mentiu ao país sobre o que estava acontecendo", afirma Williamson, hoje com 72 anos. "Naquele tempo, era só uma impressão, mas hoje é possível provar que é verdade em várias áreas, como no uso do Agente Laranja."

As sequelas da derrota
O Exército americano despejou mais de 80 milhões de litros de Agente Laranja – um herbicida desfolhante com uma perigosa dioxina – nas selvas do sul do Vietnã para destruir os cultivos e a selva usada pela guerrilha comunista. Durante anos, os EUA não admitiram a ligação entre a substância e os futuros problemas de saúde apresentados por soldados, como Cliff Riley.
"A dioxina estava deixando muitos de nós doentes", conta Riley, hoje com 69 anos. "As pessoas que foram expostas têm mais chances de ter doenças como câncer de próstata, de pulmão ou Parkinson."
Com 40 anos, o ex-soldado já tinha sofrido dois enfartes. Foi diagnosticado com câncer colorretal e hoje tem diabetes. Só com a aprovação do chamado Agent Orange Act, em 1991, o governo começou a indenizar veteranos por doenças causadas pela exposição ao desfolhante.
Bildergalerie Vietnam Vietkong-Panzer vor Präsidentenpalast in Saigon 1975
O horror da guerra e a derrota dos EUA foram tão traumatizantes que alguns americanos acreditam que o país sofre de uma "síndrome do Vietnã".
"A ideia por trás do conceito é que a Guerra do Vietnã foi tão desastrosa e impopular que os líderes americanos estariam, por isso, relutantes em se envolver em conflitos internacionais", opina Miller. "Até hoje, onde quer que haja uma discussão sobre o que os EUA deveriam fazer no Iraque, no Afeganistão ou contra o 'Estado Islâmico', o Vietnã continua sendo uma referência", completa o historiador.
DW/montedo.com

Ativistas de direitos humanos criticam julgamento de civis pela Justiça Militar

Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil Edição: Talita Cavalcante

STF - Supremo Tribunal Federal (Valter Campanato/Agência Brasil)
O assunto depende de duas ações que tramitam no 
Supremo Tribunal Federal (STF)
Valter Campanato/Agência Brasil
Representantes de diversas entidades ligadas à área de direitos humanos querem que a Justiça Militar seja proibida de julgar civis e militares acusados de crimes contra civis. O assunto depende de duas ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma plenária, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), discutiu o assunto na noite de ontem (29). O debate, organizado pela Comissão Estadual da Verdade do Rio (CEV-Rio), teve a participação de outras entidades de direitos humanos, como o Grupo Tortura Nunca Mais, a Clínica de Direitos Fundamentais da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e a organização social Meu Rio – responsável por uma campanha na internet que pede o fim dos julgamentos de civis por militares.
A Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 289 foi ajuizada pela Procuradoria-Geral da República com o objetivo de limitar a competência da Justiça Militar para julgar civis em tempo de paz. Já a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5032 visa a impedir a competência da Justiça Militar no julgamento de crimes cometidos por militares no exercício das atribuições subsidiárias das Forças Armadas, por exemplo, em operações para garantia da ordem e de combate ao crime, como as ocupações de favelas no Rio de Janeiro.
A tramitação das ações é acompanhada diretamente pela advogada da Clínica de Direitos Fundamentais UERJ Juliana Cesário Alvim. “Na ADPF 289 está se discutindo se a Justiça Militar pode ou não julgar civis. O outro caso trata da competência da Justiça Militar para julgar os próprios militares em situações em que estavam exercendo atividades subsidiárias, como segurança pública”, explica. “Defendemos é que se o militar estiver operando em contato direto com a população, não seja julgado pelos próprios pares, por uma Justiça que é corporativa e formada para ter mais militares do que civis [como juízes], aplicando uma legislação de 1969”, frisou Juliana.
A presidente do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio de Janeiro, Victória Grabois, também alertou para a necessidade de a sociedade brasileira conhecer e discutir melhor o tema. “Esta questão é importante porque a Justiça Militar não pode julgar civis, pois ela tem outra visão. Ao mesmo tempo, não pode julgar os militares, pois há um corporativismo. Os militares que cometem crimes contra a população acabam julgados pela Justiça Militar.”
Irmã de André Grabois, filha de Maurício Grabois e mulher de Gilberto Olimpio, todos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia, Victória defende a extinção da Justiça Militar. “Ela tem que acabar, como em vários países que acabaram com ela, como a Rússia, China. Temos que ser julgados pela Justiça civil. No Superior Tribunal Militar, são quinze juízes, sendo dez militares e cinco civis. Isso é uma aberração.”
O ativista Guilherme Pimentel, da rede Meu Rio, disse que a desmilitarização da Justiça é necessária para evitar casos de violência contra civis registrados em comunidades cariocas, como no Complexo da Maré e no Complexo do Alemão, onde as Forças Armadas atuaram como suporte ao processo de pacificação empreendido pelo governo do estado. A maior parte das acusações contra os moradores é por desacato aos militares. “O número de testemunhas de acusação é o dobro do número de testemunhas de defesa. É uma Justiça controlada por pessoas que não têm formação jurídica e são militares da ativa, submetidos a regime de hierarquia e disciplina. Por trás de um desacato, quase sempre há um abuso de poder.”
“É uma relação bastante tensa. A sensação de que um tiroteio pode acontecer é iminente. Num primeiro momento, a população foi muito receptiva à paz que era prometida. Mas não tardou muito e logo houve muitos abusos [de autoridade]. Muitas mortes aconteceram e muitas casas foram invadidas, sem mandado nem nada. Até crianças eram revistadas pelos militares”, completou o morador do Complexo do Alemão e ativista Tainã de Medeiros, que também faz parte da rede Meu Rio e do Coletivo Papo Reto.
Agência Brasil/montedo.com

STF suspende processo no STM contra civil acusado de desacato

Suspensa tramitação de processo na Justiça Militar contra civil acusado de desacato na ocupação do Complexo do Alemão

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu liminar no Habeas Corpus (HC) 127194 para suspender a tramitação de ação no Superior Tribunal Militar contra dois civis acusados de desacato, resistência e desobediência a militares que participavam da ocupação do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), em 2011.
O ministro aplicou entendimento da Segunda Turma do STF de que, em tempo de paz, a Justiça Militar não tem competência para processar e julgar civis por delitos, ainda que praticados contra militar, mas ocorridos em ambiente estranho às Forças Armadas. O processo se encontra em fase de embargos infringentes no STM e, de acordo com a decisão do relator, sua tramitação está suspensa até o julgamento final do habeas corpus.
Segundo os autos, os réus são acusados de terem desobedecido à ordem de reduzir a velocidade, parar o veículo e se submeterem ao procedimento de revista, em ação de segurança realizada por militares do Exército que participavam da chamada Força de Pacificação. Para o Ministério Público Militar, os civis teriam supostamente ofendido a tropa e resistido à prisão o que motivou a denúncia com base no Código Penal Militar e sua condenação a seis meses de prisão.
Leia também:
STM manda prosseguir ação penal contra civil preso em operação militar no complexo da Maré
          STF mantém na Justiça Militar ação contra civil acusada de desacato a       militar
Desacato contra militar em serviço de policiamento é crime comum, diz STF

A Defensoria Púbica da União, autora do pedido de habeas corpus, sustenta que a Justiça Militar seria incompetente para processar e julgar a ação penal, pois os atos criminosos dos quais os réus são acusados teriam supostamente ocorrido durante atuação do Exército em ação de segurança pública na qual substituía os órgãos constitucionalmente destinados à prestação desse serviço. Segundo a Defensoria, não sendo a função exercida típica das Forças Armadas, também não seria possível abrir processo na justiça militar. Alega, ainda, que a negativa pelo STM, em recurso de apelação, da aplicação da transação penal prevista na Lei 9.099/95 (Lei dos Juizados Especiais) viola o princípio da isonomia.
Ao deferir a liminar, o ministro Toffoli observou que, ao julgar o HC 112936, de relatoria do ministro Celso de Mello, a Segunda Turma do STF considerou a Justiça Militar incompetente para julgar e processar civis acusados de cometerem delitos contra militares das Forças Armadas, também durante o processo de ocupação do Complexo do Alemão, porque a função exercida pelos militares era de policiamento ostensivo, atividade típica de segurança pública.
“Nesse contexto, tenho que aquela Corte Castrense, ao rejeitar a preliminar de incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o caso concreto, acabou por afrontar o entendimento preconizado no julgado do HC 112936”, afirmou o relator.
Quanto à alegação de afronta ao princípio da isonomia, o ministro Dias Toffoli assinalou que o Plenário do STF já assentou a constitucionalidade do artigo 90-A da Lei dos Juizados Especiais, que veda expressamente a aplicação daquela lei aos processos no âmbito da Justiça Militar.
Justiça em Foco/montedo.com

Soldado da Aeronáutica é preso com maconha e moto com chassi raspado em morro da zona oeste do Rio

Suspeito foi encontrado durante incursão da Polícia Militar no morro da Caixa D'Água

Um soldado da Aeronáutica foi preso no Morro da Covanca, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, nesta terça-feira (28). Segundo a polícia, o suspeito estava com 96 trouxinhas de maconha e uma moto com chassi raspado.
O suspeito foi identificado como Ronaldo Silva de Souza. Ele foi encontrado durante uma incursão da Polícia Militar no morro da Caixa D'Água, que fica na Covanca.
O caso foi registrado na delegacia da Taquara (32ª DP).
R7/montedo.com

Militante brasileiro na Ucrânia fica gravemente ferido durante missão em Donetsk

iG São Paulo - Bruno Martinolli
Rafael Lusvarghi combatente (Foto: Divulgação / Arquivo pessoal)
Rafael Lusvargui foi atingido em aeroporto no
leste do país; conflito entre soldados e
pró-russos ocorre há mais de um ano (G1)
O ex-policial militar de São Paulo Rafael Lusvargui, 30 anos, ficou gravemente ferido durante um confronto na noite deste domingo (26) em Donetsk, região leste da Ucrânia. Lusvargui, que é tenente das forças pró-Rússia, estava em missão de observação com outros dez militantes quando foi atingido por tiros e explosões de morteiros.
"Ele ficou ferido nas pernas, tronco e nos braços. O estado dele é grave. Na hora ele não conseguia falar nada, só apontava os ferimentos", relatou Rodolfo "Magayver", outro brasileiro que está lutando no país.
Rodolfo relatou que também foi ferido em uma missão há alguns, mas que seu colete evitou um desastre maior. A Embaixada do Brasil em Kiev afirmou não ter informações sobre os incidentes.
Assim como Rafael Lusvargui, Rodolfo "Magayver" se juntou as forças pró-Rússia em 2014. O combatente, que após o ferimento de Lusvargui comanda os rebeldes, disse que muitos brasileiros buscam informações para tentar entrar para o grupo.
No momento, um terceiro brasileiro que não pode ser identificado passa por um processo de treinamento para poder acompanhar as missões de campo. Rafael e Rodolfo foram promovidos no mês passado e agora são tenente e sargento, respectivamente.
Antes de ir para a Ucrânia, Rodolfo "Magayver" trabalhava como segurança e fazia faculdade de Direito. "Coloquei em prática, de uma maneira constante, todos os meus conhecimentos. Vim prestar solidariedade ao povo e única forma era oferecendo minha especialidade. O problema foi o frio, mas não me arrependo", disse o brasileiro.
Rodolfo diz que o clima em Donetsk é tenso, mas que mesmo com o "nosso amigo ferido, não vamos ficar desmotivados".

Tenente Lusvarghi
O ex-policial militar Rafael Lusvarghi viveu na Rússia quando era mais jovem e até tentou se alistar nas forças armadas do país para conseguir cidadania. Mas a aproximação com os ideais do povo liderado por Vladimir Putin só aconteceu no dia 20 de setembro, quando ele desembarcou na Ucrânia após sair da prisão em São Paulo.
O militante foi detido no dia 12 de junho enquanto participava das manifestações contra a realização da Copa do Mundo em São Paulo. Ele ficou 45 dias preso sob acusação de atos violentos. Em entrevista ao iG em 2014, Lusvarghi disse que tem orgulho de suas ações. "Pretendo ajudar a reconstruir a Ucrânia", finalizou.

Conflitos na Ucrânia
Os confrontos entre pró-russos e soldados ucranianos já deixaram mais de 6 mil mortos desde abril do ano passado, de acordo com estimativa da ONU. Atualmente, cessar-fogo instável permanece em funcionamento, apesar das violações. Líderes ocidentais, o governo ucraniano e a Otan, Organização do Tratado de Livre Comércio do Atlântico Norte, dizem que há evidências do envolvimento de militares russos no confronto, informação negada por Moscou.
iG/montedo.com

RJ: PM substitui Exército em quatro favelas no Complexo da Maré

FOTO: Ricardo Moraes/Reuters:
Foto: Ricardo Moraes (Reuters)





Por Julia de Brito, para o UPP-RJ
A Polícia Militar ocupará nesta sexta-feira (1/5) mais quatro comunidades do conjunto de favelas da Maré. Os PMs vão substituir as tropas do Exército que atuam nas áreas do Parque União, Nova Holanda, Rubens Vaz e Nova Maré. A ação dá continuidade à substituição dos militares, que começou há cerca de um mês, no dia 1º de abril. Na ocasião, as comunidades Praia de Ramos e Roquette Pinto foram ocupadas pela PM
A Polícia Militar ocupará mais quatro comunidades do Complexo da Maré, nesta sexta-feira (1/5). Os PMs vão substituir as tropas do Exército que atuam nas áreas do Parque União, Nova Holanda, Rubens Vaz e Nova Maré. A ação dá continuidade à substituição dos militares, que começou há cerca de um mês, no dia 1º de abril. Na ocasião, as comunidades Praia de Ramos e Roquette Pinto foram ocupadas pela PM. A transição do patrulhamento ocorreu de forma tranquila.
A nova fase da ocupação contará com o apoio do Comando de Operações Especiais (COE). Haverá também reforço do policiamento nas vias expressas do entorno do complexo.
De acordo com o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a primeira Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), com inauguração prevista para julho, atenderá as comunidades Roquete Pinto e Praia de Ramos e contará com 115 PMs. No total, quatro UPPs serão entregues no complexo localizado na Zona Norte. As demais serão inauguradas no primeiro trimestre de 2016.
"Sabemos das dificuldades, como o tamanho e a presença de três facções criminosas, mas estamos preparados. Nosso plano é inaugurar a primeira UPP em julho na Roquete Pinto/ Praia de Ramos, mas isso só acontecerá após os cinco equipamentos, entre bases avançadas e alojamentos, estarem prontos", disse Beltrame, na terça-feira (28/5) no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), na Cidade Nova.
O comandante-geral da PM, coronel Alberto Pinheiro Neto, afirmou que o quartel do 22º BPM será transferido. O batalhão será reformado e se tornará uma das principais bases da pacificação no conjunto de comunidades da Maré.
"O quartel do 22º será transferido. Estamos decidindo ainda se ele irá para uma área do Governo do Estado nas margens da Avenida Brasil ou para a Rua Capitão Félix. O quartel será reformado, pois vamos aumentar o efetivo que hoje é de cerca de 600 policiais para 1.200 PMs, que é o efetivo das quatro UPPs do Complexo da Maré. Queremos que a reforma fique pronta o mais breve possível – disse o comandante-geral.

Chapadão e Pedreira na lista
Ainda de acordo com Beltrame, após a ocupação do Complexo da Maré, o planejamento desenvolvido pelas forças policiais deverá contemplar as comunidades do Chapadão e da Pedreira, em Costa Barros, na Zona Norte.
Com o novo planejamento operacional que está sendo empregado pela PM, 400 policiais militares irão reforçar o efetivo de 32 UPPs. Além desses, outros 1.272 serão alocados em 28 batalhões do Estado. O reforço contempla as unidades da Capital, Baixada, Interior e Niterói. Estes policiais são recém-formados e ingressaram na PM no último concurso.
Também faz parte do planejamento a devolução de 500 policiais militares lotados em UPPs e que residem no interior do Estado. A medida visa reforçar o policiamento e retomar o funcionamento de alguns DPOs.
"Estamos trabalhando de forma planejada, organizada e com muita seriedade", afirmou Beltrame.
Brasil 247/montedo.com

Soldado paraquedista é punido por levar peixe para último salto

No último dia como soldado quis fazer voo épico. Acabou castigado
Era a última missão, uma vez que ia abandonar o exército. Mas aquele que seria um momento a recordar, acabou em castigo e em mais 12 dias como soldado.
No último dia como soldado quis fazer voo épico. Acabou castigado
Um soldado paraquedista resolveu levar consigo um peixe no seu último voo, o que levou a que fosse castigado. Matthew Tattersall, da 82ª divisão em Fayetteville, Carolina do Norte, Estados Unidos, tirou uma selfie ao lado do seu peixe, Willy Makelt, já no ar.
Depois publicou a fotografia nas redes sociais, onde dizia que o peixe tinha sobrevivido ao voo, contando com mais de 15 mil gostos e três mil partilhas.
“A fotografia tornou-se muito popular. Pensei que ia ter alguns gostos, mas nada como isto”, conta Tattersall, de 23 anos.
No entanto, quando os seus superiores tiveram conhecimento desta situação, obrigaram-no a escrever um trabalho com mil palavras sobre a importância das medidas de segurança e profissionalismo, segundo o Daily Mail.
Contudo, o soldado não levou a sério a tarefa e por incumprimento recebeu outro castigo: 12 dias extra em tarefas de limpeza.
NOTÍCIAS AO MINUTO/montedo.com

Projeto social quer integrar pelo esporte militares com deficiência física

Militares com deficiência serão inseridos em projeto social esportivo, por meio de programa interministerial

Cleide Passos
O Ministério da Defesa em parceria com o Ministério do Esporte e o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) lançou nesta quinta-feira (30.04), às 14h, no Rio de Janeiro, um projeto para valorização pessoal e integração por meio do esporte, para militares que adquiriram deficiência física ao longo de suas carreiras. O programa visa resgatar a autoestima, por meio do esporte paralímpico, de integrantes das Forças Armadas, que após acidente de trabalho foram reformados.
Com o início das atividades os entes envolvidos esperam melhorar a qualidade de vida dos militares com deficiência aproximando-os das atividades esportivas; possibilitar oportunidade de participação em competições aos eventuais talentos; e proporcionar a integração dos militares no esporte participativo, além de fomentar o esporte de alto rendimento.
“Queremos proporcionar qualidade de vida, desenvolver a autonomia, o equilíbrio emocional e a aptidão física”, explica o brigadeiro Carlos Augusto Amaral Oliveira, um dos responsáveis pela iniciativa que segundo ele, reforça ainda mais a parceria entre os dois ministérios e o CPB. “Graças a essa parceria o desenvolvimento do projeto com certeza terá êxito”, concluiu o brigadeiro.
O projeto será desenvolvido em duas fases, sendo a primeira em 2015, com a implantação do projeto piloto. A segunda será desenvolvida a partir de 2016, com as ações de expansão, com base nos resultados apresentados no projeto piloto e na avaliação conduzida pelo comitê gestor.
Inicialmente o projeto incluirá os militares com deficiência motora e sensorial nas atividades de natação, vôlei sentado, atletismo e orientação de precisão, em quatro núcleos, nas cidades do Rio de Janeiro e Brasília, nas seguintes organizações militares: Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes (Cefan/RJ), Centro de Capacitação Física do Exército (CCFEx), Colégio Militar de Brasília (CMB) e Universidade da Força Aérea (UNIFA).
Ministério do Esporte/montedo.com

'Mais Médicos': general vai ao Congresso dar explicações sobre espiões cubanos

NO CONGRESSO
GOVERNO VAI EXPLICAR DENÚNCIA DA PRESENÇA DE ESPIÕES NO 'MAIS MÉDICOS'
SENADOR TUCANO ALOYSIO NUNES É AUTOR DO CONVITE ÀS AUTORIDADES
'Mais Médicos': general vai ao Congresso dar explicações (Imagem: EBC)
O Ministro-Chefe do Gabinete da Segurança Institucional, o General José Elito Carvalho Siqueira, e o diretor-geral da Agência Nacional de Inteligência (ABIN), Wilson Roberto Trezza, irão ao Congresso para tratar da existência de relatórios de inteligência que façam referência à presença de agentes de inteligência cubanos entre profissionais que vieram ao Brasil para participar do programa "Mais Médicos".
O requerimento de convite às autoridades, de autoria do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi aprovado pela Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. O pedido do tucano é uma reação à denúncia de reportagem do Jornal da Band em 17 de março. A matéria mostra reunião em que a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e representantes do Ministério da Saúde supostamente combinam a vinda ao Brasil, ao lado dos médicos, de 50 espiões do governo de Cuba.
"É fundamental que esta Comissão seja informada se há registro, nos arquivos da ABIN ou de outros órgãos do Sistema Brasileiro de Inteligência, da presença de profissionais de inteligência cubanos infiltrados no Programa Mais Médicos", afirma o tucano.
O pedido do senador também prevê que os convidados esclareçam a situação da Política Nacional de Inteligência. A PNI é um marco legal que visa orientar a atuação dos órgãos de inteligência do governo. Sem ela, o Brasil não define os parâmetros das estratégias de prevenção e combate a ações terroristas no território nacional, por exemplo. Em 2010, o Congresso remeteu o texto da PNI ao Palácio do Planalto. Até o momento, porém, não há informações sobre a implementação da PNI pelo Executivo.
DIÁRIO do PODER/montedo.com

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